Três volantes, três atacantes, mas defesa da Ponte precisa de mexidas



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A vitória da Ponte Preta sobre o desfalcado CRB abriu discussão sobre o formato mais adequado para se colocar em prática em partidas subsequentes, a começar pelo América Mineiro na noite do próximo domingo.

O parceiro João da Teixeira contestou o formato inicial com três volantes e três atacantes, com argumento que o segundo tempo da Ponte Preta teria sido de time mais assentado, ao abrir mão de um volante.

Então vamos ao debate.

A Ponte Preta marcou o seu primeiro gol aos 40 segundos do segundo tempo, o que obrigou o adversário a se soltar totalmente ao ataque, com espaçamento maior entre os seus jogadores, o que permitiu relativa liberdade para o meia Élvis se movimentar, com tendência que isso não repita contra adversário mais competitivos.

E a atitude ofensiva do CRB simplesmente deixou claro a repetição de falhas do compartimento defensivo pontepretano, com o diferencial que no primeiro tempo elas não foram aproveitadas.

Ora, a incerteza defensiva da Ponte Preta automaticamente obrigou aquele reforço no cinturão de marcação na cabeça da área, com três volantes.

Logo, se a Ponte Preta precisava da vitória e tomar iniciativa, acertou o treinador Nelsinho Baptista ao optar por três atacantes, casos de Matheus Régis, Jeh e Gabriel Novais.

ÉLVIS

Naquela conjuntura, natural que se prescindisse do meia Élvis no início da partida, sabendo-se que suporta, se muito, em apenas um tempo de jogo.

E por que não utilizá-lo no início, seria o natural contra-argumento?

Então vamos lá.

Contra a Chapecoense, no interior catarinense, o então treinador João Brigatti escalou a equipe com três volantes, Élvis e dois atacantes. E o que aconteceu?

Ponte Preta dominada durante dois terços da partida e correu risco de derrota, mas arrancou o empate sem gols.

E contra o Operário, em Ponta Grossa (PR)?

Time pontepretano escalado com três atacantes e Élvis.

Conclusão: foi envolvida a maior parte do jogo. E só chegou ao empate em lance ocasional, no final da partida, quando Dodô arrancou um empate em jogo que a derrota já se desenhava.

AMÉRICA

Quem pensa como o parceiro João da Teixeira, com formato com três atacantes e mais Élvis para enfrentar o América, saiba que a previsão lógica seria de 'buracão' na cabeça da área, com dois volantes.

Quem viu o América jogar sabe que pratica marcação alta na saída de bola do adversário até fora de casa, quanto mais em seus domínios.

E mesmo supondo que Nelsinho Baptista mantenha a postura de três volantes, a previsão natural é de a defesa pontepretana 'quebrar' a bola na saída de trás, e presenteando um adversário que tem mostrado incidência de desarme inigualável nesta Série B do Brasileiro.

Logo, do meio de campo para frente, que Nelsinho Baptista mantenha o formato do início do jogo contra o CRB, visando o confronto diante do América.

AJUSTAR A DEFESA

O que precisa ser repensado é o compartimento defensivo, pois o zagueiro Mateus Silva não é confiável.

Em situação normal, Nílson Júnior seria mais indicado para formar dupla com Joílson.

Está claro que o lateral-direito Igor Inocêncio não tem convencido, e seria pertinente nova chance do volante Dudu Vieira pelo setor, até porque o clube dispõe de outros volantes basicamente de mesmo nível.

Houve críticas, até com razão, ao lateral-esquerdo Zé Mário, principalmente no carrinho desproporcional que resultou no pênalti convertido pelo CRB.

Todavia, como trata-se de jogador experiente, a expectativa de correção de alguns defeitos é natural. E, com sequência de jogos, a tendência é se encorajar para se lançar ao ataque, visando construções de jogadas pelo corredor. 







Rocha justifica o injustificável, mas dirigentes do Guarani erram demais




No Guarani, enquanto o treinador Júnior Rocha repete justificativas desconexas, o torcedor atribui corretamente maior parcela de culpa pela situação do futebol do clube aos atuais dirigentes.

Júnior Rocha fala em evolução da equipe como se torcedor fosse totalmente cego, e não enxergasse o óbvio.

Defesa menos vulnerável?

Isso é impossível com a escalação do zagueiro Rayan.

Maior circulação de bola na faixa central?

Sim, mas sem capacidade de penetração.

E essa maior posse de bola do Guarani, em período do segundo tempo na terça-feira, é justificada porque o treinador Mozart Santos, do Mirassol, deu aquela 'cochilada' e demorou para proceder trocas visando revigorar a equipe, principalmente contando com reservas que até teriam vagas entre titulares.

E Rocha atribuir chances de gols criadas, e falta de capricho nas finalizações?

Que chances, Rocha?

Jogadas isoladas de Marlon e Luccas Paraizo, com chutes de relativa distância, para defesas do goleiro Alex Muralha?

DIRIGENTES FRACOS

Há dirigentes de clubes que, embora fracos, pelo menos evitam erros claríssimos.

Cá pra nós: como contratar, no início do ano, o executivo de futebol Juliano Camargo?

Desconhecimento que, na passagem dele pelo Ceará, na Série B do Brasileiro do ano passado, deram-lhe o maior orçamento mensal de elencos, de R$ 3 milhões, e o clube terminou na 11ª colocação.

Já seria o bastante para não contratá-lo, mas cartolas bugrinos ignoraram o óbvio.

Aí, na remontagem do elenco bugrino, eis aí o nível de contratações.

Demitiram o profissional e reformularam parcialmente o elenco, porém novamente com erros de quem não é do ramo.

De que adiantou o site Expresso 360, de Goiás, estampar essa manchete: 'Atlético-GO negocia Jefferson, lateral contestado pela torcida'.

Aqui foi reproduzida essa manchete. Adiantou?

Nem pra refletir e buscar informações complementares sobre o jogador.

Pagaram pra ver e viram.

ALTURA DE JOGADORES

Quando se contrata jogadores no Guarani, desconsideram totalmente o quesito estatura, como se o jogo aéreo não fosse um dos trunfos para se atingir objetivos.

Quem recorrer ao site oficial do Guarani para constatar estatura de jogadores, vai verificar os laterais Diogo Mateus e Jefferson, com estatura de 1,73m e 1,78m, respectivamente.

Caso o treinador tenha que recorrer ao volante Kayque, esqueça bola aérea, com 1,75m de altura dele.

Dos meias aos atacantes, as estatura dos jogadores variam entre 1,73m a 1,78m.

Entre eles estão enquadrados Bruno Oliveira, Chay, João Victor, Reinaldo, Renyer, Marlon Douglas, Luccas Paraizo, Airton e Caio Dantas.

Logo, com bola em movimento, pelo menos deveriam ser evitados aqueles chuveirinhos, que teoricamente seriam admissíveis em jogadas de bola parada, com a chegada de zagueiros altos para o complemento.

Vai vendo!







Goleado, na lanterna, e com poucas perspectivas de reação; é a cara do Guarani




Responda se puder: de que adianta o treinador Júnior Rocha, do Guarani, colocar em prática um esquema essencialmente defensivo, com finalidade de que a sua equipe não fosse surpreendida, se no miolo de zaga estava Rayan, de incontáveis falhas desde que chegou ao Estádio Brinco de Ouro?

Pois ele voltou a comprometer na perda de bola da disputa com o meia Danielzinho, aos 21 minutos do primeiro tempo, e o Mirassol, mandante do jogo, abriu caminho para um goleada por 3 a 0, na noite desta terça-feira.

A bola chegou em Danielzinho em toque de cabeça do centroavante Delatorre.

E mesmo em desvantagem, o Guarani ficou encurralado em seu campo de defesa, e correndo risco de sofrer o segundo gol, não fosse o chute fraco do atacante Negueba, do Mirassol, após cobrança de falta de Danielzinho e defesa de Vladimir.

Naquela fase, o Guarani só exigiu defesa do goleiro Alex Muralha, do Mirassol, em chute forte, de fora da área, através do meia-atacante Marlon.

POSSE DE BOLA

O Guarani passou a ter mais posse de bola durante o segundo tempo?

Sim, mas de que adianta rodar a bola de uma lateral a outra, se falta profundidade à equipe?

Na prática, só ameaçou a meta adversária em duas situações.

Primeiro em jogada isolada do centroavante Luccas Paraizo, com chute rasteiro de fora da área e defesa com grau de dificuldade de Muralha; depois, quando, em bola cruzada pelo lateral-esquerdo Jefferson, Rayan cabeceou e a bola passou perto da trave defendida pelo Mirassol.

MOZER DEMOROU

Pelo desenho tático do jogo, o treinador Mozart Santos, do Mirassol, demorou para enxergar o óbvio: sacar jogadores com rendimentos aquém de suas reais possibilidades.

Ao colocar o meia-atacante Isac no lugar de Gabriel, o time passou a ganhar mais volume pelo lado esquerdo, e numa destas jogadas ele teve tempo de girar, finalizar, com desvio do zagueiro Lucas Edell e segundo gol dos mandantes, aos 31 minutos.

Mozart só teve a percepção que o seu time havia perdido o ímpeto ofensivo aos 28 minutos do segundo tempo, quando decidiu sacar Delatorre e Negueba, colocando jogadores de mais mobilidade como Quirino e Chico Kim, respectivamente.

Como o Guarani havia se mandado ao ataque e deixado a sua defesa desguarnecida, a 'oxigenada' do Mirassol foi compensada com o terceiro gol, quando Chico Kim puxou contra-ataque pela direita, cruzou, e encontrou Fernandinho livre de marcação. Aí, ele teve tranquilidade para marcar um belo gol, com bola chutada no canto alto esquerdo do goleiro Vladimir, aos 40 minutos.

A rigor, antes disso, Fernandinho já havia puxado outro contra-ataque, desvencilhado de dois marcadores e finalizado com bola devolvida pela trave direita do goleiro bugrino.

JOÃO VICTOR NA LATERAL?

Num time desconfigurado, como o do Guarani, até o seu treinador Júnior Rocha entrou na 'dança' dos erros.

Ora, se o Mirassol conta com o driblador e rápido Fernandinho, como nas mexidas aqui e acolá de sua equipe atribuir missão ao atacante João Victor à função de lateral-direito, visto que já havia sacado o titular Diogo Mateus?

No terceiro gol do Mirassol, Fernandinho estava livre de marcação e teve tempo para pensar na definição da jogada.

E AGORA JOSÉ?

Agora, caso o Guarani não melhore 200%, o risco é certo de não atingir a reabilitação diante do Operário, no próximo sábado, em Campinas.

Quem se dispuser a avaliar aquilo que produziu o Operário na vitória sobre o Amazonas, comparativamente ao futebol não mostrado pelo Guarani, o risco é claro.

E o que fazer para melhorar um time extremamente limitado?







Em jogo de falhas, Ponte Preta teve sabedoria para explorá-las




Para desanuviar o carregado ambiente na Ponte Preta, a vitória sobre o CRB por 4 a 2 foi extremamente significativa, construída no segundo tempo da partida disputada na tarde deste domingo, em Campinas.

Que a Ponte Preta fez por merecer o resultado, isso ficou claro. Todavia, contou com um adversário que estava poupando vários titulares, visando à finalíssima da Copa do Nordeste contra o Fortaleza, a partir da próxima quarta-feira, na capital cearense, utilizando titulares como Hereda, Falcão, Gegê e Anselmo Ramon a partir dos 20 minutos do segundo tempo.

Foi um jogo com prevalecimento de erros nos cinco dos seis gols.

Exceto a jogada individual do atacante Matheus Régis e cruzamento na cabeça do centroavante Jeh, aos 40 segundos do segundo tempo, e testada indefensável para o goleiro Matheus Albino, os demais gols saíram em decorrência de falhas.

O CRB, que havia desperdiçado pênalti infantil cometido por Jeh, aos 48 minutos do primeiro tempo, com defesa do goleiro pontepretano Pedro Rocha, chegou ao empate após carrinho desnecessário do lateral-esquerdo Zé Mário, da Ponte Preta, que atingiu Raí, do time alagoano dentro da área, em pênalti desta feita convertido por Anselmo Ramon, aos 18 minutos.

Como era jogo de 'doação' de pênaltis, o mesmo Raí se precipitou em calçar o atacante Gabriel Novaes dentro da área, e o meia Élvis, com chute rasteiro no canto direito, converteu o pênalti aos 20 minutos: Ponte Preta 2 a 1.

Falhas aqui; falhas acolá. Zé Mário foi envolvido com facilidade em avanço do lateral-direito Hereda, do CRB, e no cruzamento registro para descuido do miolo de zaga da Ponte Preta, que deixou o meia Gegê livre de marcação. Aí foi só testar e empatar a partida, aos 30 minutos.

PRESENTÃO

Se o torcedor pontepretano já mostrava apreensão com o volume de jogo do CRB, em bola que sobrou para Élvis saiu um lançamento ao lado esquerdo, ocasião que o zagueiro Gustavo Henrique, na tentativa de interceptar a bola, presenteou Matheus Régis que, livre de marcação, marcou o terceiro gol da Ponte Preta, aos 33 minutos.

Prudentemente, o estreante treinador Nelsinho Baptista, da Ponte Preta, 'oxigenou' a equipe com as entradas do lateral-esquerdo Gabriel Risso, no lugar de Zé Mário, e Renato ocupando o posto do extenuado Matheus Régis.

Aí, aos 52 minutos, com a defesa alagoana desguarnecida, Élvis acionou Iago Dias pela esquerda, com sequência de passe para o atacante Renato, que em chute cruzado não deu chances de defesa para Albino: 4 a 2.

PRIMEIRO TEMPO

Sabiamente Nelsinho Baptista escalou a equipe pontepretana com três volantes, mas projetou força ofensiva com três atacantes.

Os primeiros 15 minutos foram de desajuste da Ponte Preta e maior posse de bola do CRB, que até poderia ter saído à frente do placar.

Aos seis minutos, após cobrança de escanteio e hesitação do goleiro Pedro Rocha para interceptação, a bola atingiu o travessão em cabeceio de João Neto.

Aos 20 minutos, não fosse o escorregão de Getúlio no momento de concluir, fatalmente a Ponte Preta sofreria o gol, com resposta dois minutos depois, em jogada individual de Zé Mário, mas Matheus Régis foi travado na finalização.

ENTRADA DE ÉLVIS

Nelsinho Baptista fez alteração ousada no intervalo, ao sacar o lateral-direito Igor Inocêncio - de fraco desempenho -, deslocar o volante Dudu Vieira para o setor, o que permitiu a entrada do meia Élvis que, em alguns lançamentos, ajudou na dinâmica da equipe.

Se teoricamente a Ponte Preta ganharia mais pegada com três volantes, na prática faltou marcação mais intensa.

O miolo de zaga, modificado com as entradas de Joílson e Mateus Silva, também andou vacilando, mas isso sujeito a correções na sequência.

MEMÓRIAS DO FUTEBOL

Se em edição passada do Blog do Ari já foi feito o registro da morte do ex-zagueiro Amaral, com abordagem mais doméstica, o áudio Memórias do Futebol se destina ao apanhado geral dele no futebol brasileiro.

O texto pode ser acessado na plataforma https://blogdoari.futebolinterior.com.br/.







Que tal a Ponte Preta com três atacantes e três volantes?




Se no jornalismo de desinformados veículos de comunicação fica fora da pauta a morte do zagueiro Amaral; se a 'companheirada' continua com antigo conceito de avaliar o pré-jogo considerando sempre leve favoritismo ao mandante, como se fatores campo e torcida ainda tivessem o peso de outrora; se patrões de comunicadores adeptos de ideologia política avisam aos subalternos que prevalece a regra de 'manda quem pode e obedece quem tem juízo', provavelmente estejamos, mesmo, vivendo o 'Apocalipse'.

NELSINHO

Por hábito, evito avaliações do pré-jogo sem a devida conceituação dos dois lados da moeda.

Todavia, embora tenha avaliação apenas superficial sobre o atual CRB, em se tratando da estreia do treinador Nelsinho Baptista no comando da Ponte Preta, na tarde deste domingo, quebro a regra e acompanho aqueles que palpitam sobre este pré-jogo.

O risco de a Ponte Preta embarcar no Z4 desta Série B do Brasileiro, em caso de derrota e combinações de outros resultados, obriga que se estruture à vitória.

Evidente que para construí-la a estratégia então adotada pelo ex-treinador João Brigatti precisa ser alterada.

Nas laterais, equivocadamente ele escalava Igor Inocêncio e Gabriel Risso, sem que a equipe tivesse construções de jogadas quando avançavam.

Logo, como Nelsinho Baptista avisou que tem acompanhado a Série B, espera-se por trocas nos respectivos setores, deslocando o volante Dudu Vieira à lateral-direita e a entrada de Zé Mário, na esquerda.

Se assim agir, em última análise pode-se prever algum ganho pelos corredores.

TRÊS ATACANTES

O recomendável seria a Ponte Preta tentar 'incendiar' a defesa do time alagoano com três atacantes.

Caso haja a possibilidade de começar com o centroavante Jeh, nem deveria haver dúvida.

Como Gabriel Novaes sabe fazer a diagonal, a partir do lado esquerdo, é recomendável que desempenhe a função, porém com liberdade para também flutuar.

Um driblador insinuante como Matheus Régis, que preocupa defensivas adversárias, deve ser privilegiado como terceiro atacante.

ÉLVIS

Logo, difícil imaginar equilíbrio dos compartimentos do time pontepretano com três atacantes e o meia Élvis, entre eles.

Nesta projeção, haveria sobrecarga para dois volantes, mesmo com atribuição para atacantes de beiradas na recomposição.

Problema é que difícil qualquer treinador adotar a iniciativa de prescindir de Élvis, com argumento que pode ajudar a decidir partida para a sua equipe, num lançamento.

A condição técnica do meia é indiscutível, mas no futebol competitivo exige-se condicionamento físico para que se aplique drible e tenha capacidade de conduzir a bola, o que não é o caso de Élvis.

Também em jogada de ataque, ele não consegue tabelar com companheiros, através de toques rápidos e objetivos, assim como desarmar jogadas de vez em quando, na recomposição.

TRÊS VOLANTES

Logo, a recomendável escalação com três atacantes implica na busca de policiamento na cabeça da área com três volantes, e nesta linha de raciocínio caberia a opção de banco para Élvis.

O fortalecimento de marcação no meio de campo da Ponte Preta, teoricamente pode impedir que o CRB tenha liberdade para trabalhar a bola, principalmente através do capacitado volante Falcão.

Enfim, como Nelsinho Baptista já começou a viver o dia a dia da Ponte Preta, de certo tenha discernimento da melhor alternativa a ser colocada em prática. 








Adeus ao zagueiro Amaral, o melhor de todos os tempos no Guarani




Justamente na data que marca o aniversário de 71 anos da inauguração do Estádio Brinco de Ouro, do Guarani, neste 31 de maio, morreu o melhor zagueiro de todos os tempos do clube: João Justino Amaral dos Santos, aos 69 anos de idade, apelidado na infância de Feijão.

Ele residia em São Paulo e foi vítima de um câncer no pulmão. Atuou no futebol campineiro na década de 70, quando atletas de Guarani e Ponte Preta eram requisitados para defender a Seleção Brasileira, sendo que formou dupla com o então pontepretano Oscar na Copa do Mundo de 1978, na Argentina.

Que Amaral foi zagueiro com capacidade de desarme sem recorrer às faltas, desportistas do passado reconhecem.

Igualmente mostrava capacidade para fazer a bola sair 'limpa' e valorizada da defesa.

A facilidade no trato à bola implicou no saudoso treinador Zé Duarte, do Guarani, deslocá-lo à função de centroavante em jogo amistoso no Irã, devido à lesão de Clayton, titular da posição. Aí, Alberto foi encarregado de ocupar o lugar dele na zaga.

E a resposta de Amaral, naquele dezembro de 1972, foi marcar dois gols na goleada por 4 a 1 sobre o Ice Palace, numa excursão de dois meses que se arrastou por França, Turquia, Romênia, Grécia e Kuwait.

Lançado na equipe principal do Guarani em fevereiro de 1971, pelo saudoso treinador Armando Renganeschi, Amaral participou da vitória por 2 a 0 sobre o Paulista, em Jundiaí, em time com essa formação: Tobias; Oswaldo Cunha, Amaral, Alemão e Wilson Campos; Chico Cagnani e Zé Ito; Jorge (Valdemar), Ladeira (Washington), Eli e Caravetti.

VÁRIAS DUPLAS

Na trajetória com a camisa bugrina, ele formou duplas marcantes com Alberto - lateral-esquerdo remanejado à zaga - Joãozinho, Gilberto, Nelson e Edson no biênio 1976/77, ocasião que Gomes já estava no clube, como reserva, e assumiu o lugar dele no início de 1978, quando se transferiu ao Corinthians.

BETO ZINI

Embora se especulasse na capital paulista eventual interesse do Corinthians por Amaral, na prática o saudoso presidente do Guarani Ricardo Chuffi, à época, não havia recebido proposta oficial.

Como o clube precisava de dinheiro e tinha interesse pelo negócio, Chuffi designou o seu amigo Beto Zini para que representasse o Guarani num congresso de clubes em São Paulo.

Ali foram iniciados os entendimentos com o saudoso presidente do Corinthians, Vicente Matheus, concluído posteriormente por Chuffi.

SANTOS E MÉXICO

Quando se desligou do Corinthians em 1981, Amaral ainda atuou no Santos até parte de 1982, transferindo-se ao México, com passagens pelo Club América e Leones Negros por quatro anos.

Os dois últimos anos da carreira dele foram no Blumenau e Caldense.

BRINCO DE OURO

Evidente que jogos marcantes nos dez anos a partir de 1978, no Estádio Brinco de Ouro, sempre serão ressaltados, como no título brasileiro sobre o Palmeiras; semifinal da mesma competição diante do Flamengo; e os vices do Brasileirão contra o São Paulo e do Paulistão diante do Corinthians.

Por alguma razão, algumas outras partidas também podem ter algum significado.

Saudosista que queira fugir do trivial pode lembrar daquele 19 de agosto de 1967, um sábado à tarde, em jogo amistoso e goleada por 3 a 0 sobre a Portuguesa Santista, com um gol do ponteiro-esquerdo Dalmar e dois do saudoso ponta-de-lança Zé Roberto.

Um deles, o salto deu a impressão que tivesse superado a altura do poste vertical da meta adversária.

Eis o time da época, do técnico Aparecido Silva: Dimas; Miranda, Paulo, Guassi e Diogo; Bidon e Milton dos Santos; Carlinhos, Zé Roberto, Parada e Dalmar.

Naquela época, os portões principais ficavam sob as vitalícias. Quando chovia, carros estacionados defronte às antigas bilheterias geralmente ficavam atolados.









Zagueiro Paulo André decolou no Guarani




No futebol, há situações que, por mais que se busque justificativa plausível, não se encontra.

Não estariam São Paulo e Vasco tão enganados quando não apostaram no futebol do ex-zagueiro Paulo André.

Formado nas categorias de base do Tricolor paulista, lá o atleta não prosperou, assim como no Vasco.

GUARANI

Na chegada ao Guarani em 2003, não teve vaga de imediato na equipe principal, pois a formação da dupla de zaga era formada por Paulão e Bruno Quadros.

Assim, sobrou-lhe espaço apenas na equipe B bugrina, montada para a disputa da Copa Estado de São Paulo e dirigida pelo treinador Jair Picerni.

A estreia naquela competição foi com vitória em Itu por 1 a 0, sobre o Ituano, no dia seis de junho daquela temporada.

À época, o compartimento defensivo era formado por Filippi; Patrício, Leonardo, Paulo André e Paulo Henrique.

JOEL SANTANA

Paulo André passou o restante daquele ano na equipe B, só ganhando espaço na equipe principal na temporada seguinte, com o treinador Joel Santana, que havia adotado o estilo três zagueiros: Paulo André, Juninho e Tiago.

Depois, na volta ao tradicional compartimento defensivo com quatro jogadores, já havia sido fixado e tornou-se intocável pela capacidade de antecipação, desarme e valorização na saída de bola de trás.

A trajetória em ascensão resultou em passagem pelo Athletico Paranaense, com reconhecimento do prêmio Bola de Prata da Revista Placar, entre os cinco cinco melhores zagueiros do País.

Dali foi jogar no Le Mans da França, mas atingiu o auge na carreira a partir de 2009 no Corinthians, onde ficou até 2014, com conquistas dos títulos na Libertadores e Mundial de Clubes de 2012.

Ele prosseguiu na carreira até 2019, com passagens pelo Shanghaï Shenhua da China, Cruzeiro, e os três últimos anos novamente no Athletico Paranaense.

INSTITUTO

Paulo André Cren Benini, 40 anos de idade, criou o instituto que leva o seu nome, com atuação nas áreas de esporte e cultura, para contemplar crianças e jovens, com sede em Campinas, cidade que nasceu e defende daqueles que fazem piada contra ela.

Adepto de leitura e culto, lançou o livro 'O Jogo da Minha Vida', que conta histórias e reflexões de um atleta.

Na adolescência, praticou tênis e disse que poderia ser mais bem-sucedido na modalidade comparativamente ao futebol, mas reclamou da falta de incentivo financeiro para continuar nela.

À época, também jogava futsal no clube Banco do Brasil, de Campinas.

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