Condicionamento físico do meia Élvis precisa ser analisado
Brigatti extrapola ao chamar torcedor da Ponte Preta de 'babaca'
Como não dá para embolar vários assuntos em única postagem, e fui priorizando-os de domingo pra cá, chegou a vez de repercutir a entrevista do treinador João Brigatti, da Ponte Preta, após empate por 1 a 1 com o Coritiba.
Pera aí, Brigatti, que negócio é esse de devolver asperamente críticas de torcedores atrás de seu banco de reservas?
Chamá-los de 'meia dúzia de babacas', e insinuar que sabe os motivos da manifestação desses torcedores, convenhamos que a 'reportaiada' da antiga aproveitaria o gancho e, incontinenti, o questionaria: “Quais são esses tais motivos que você insinua? Seria gente ligada a suposto grupo de oposição? Que tal colocar a situação a limpo, pra coisa não se restringir às insinuações?
Eu disse reportaiada das antigas. Logo, a dedução do que Brigatti insinuou fica por conta da interpretação de cada um.
AUTOCONTROLE
É compreensível que uma partida de futebol provoca incrível desgaste mental a qualquer treinador, e já citei até exemplo de alguns que enfrentam a incômoda insônia noite adentro.
Apesar disso, convenhamos que, como profissional do futebol, Brigatti precisa ter autocontrole e evitar troca de 'chumbo' com torcedores, que pagam ingressos ou se enquadram no quadro de sócio-torcedor.
No mais, respostas inconvincentes para várias outras perguntas.
ÉDSON
Justificar a preferência pelo zagueiro Edson porque se adapta melhor que Luis Haquín pelo lado esquerdo, na substituição do lesionado Sérgio Raphael, não convence, pois há uma disparidade técnica entre os dois zagueiros que estavam na reserva.
Que 'enrolada' foi dada por Brigatti quando indagado por ter optado apenas por três substituição, das cinco possíveis?
Argumento que as estratégias foram prejudicadas devido duas lesões igualmente não convence.
Por que não aproveitou o intervalo da partida para substituição óbvia, que seria sacar o meia Élvis, que andava em campo?
Por sinal, uma pergunta óbvia que reportaiada do passado jamais deixaria de fazer.
CONTRADIÇÃO
Aí, ao fazer comparativo das exigências do Paulistão para a Série B do Brasileiro, Brigatti caiu em contradição ao citar que a competição nacional exige mais vigor físico do grupo de jogadores.
Sim, se há devida concordância do argumento, então por que manteve em campo Élvis, bem abaixo do tal vigor físico que ele mencionou?
ÉLVIS
No dia dois de janeiro passado, quando o pontepretano ainda curtia a virada do ano e se desligava das coisas do futebol, publiquei texto com pergunta curta e grossa sobre o meia Élvis: será que alguém vai conseguir convencê-lo da necessidade de perder peso?
Esse deveria ser assunto obrigatório quando da discussão da renovação de contrato dele, pois sai de um clube e entra em outro sem que atinja a plenitude do peso.
Citei, quando da renovação de contrato, que deveria prevalecer cláusula com definição de um salário fixo, com complementação de receita através de produtividade, por participações em jogos.
Logo, se convencionaria que, estando em forma, teria presença garantida na escalação da equipe, até porque ninguém jamais pode discutir a qualidade técnica dele.
Como o momento do futebol é outro, em que o atleta precisa ser participativo fisicamente nos jogos, convenhamos que não dá para encarar como normalidade Élvis andando literalmente em campo.
E AÍ BRIGATTI?
Difícil entender que o treinador João Brigatti – um tempão na estrada do futebol, desde os seus tempos de atleta - pense diferente da gente sobre o assunto.
Ora, então por que não assume a situação de comandante para a devida tomada de decisão: deixar o atleta de fora até que se recondicione minimamente para ser mais participativo nos jogos.
Partindo-se do pressuposto que Brigatti esteja enxergando o óbvio, não quero crer que alguma intromissão interna no clube tenha atuado para que o atleta seja escalado, sem o comprometimento de se condicionar minimamente.
EXAGERO
Décadas passadas, quando fui repórter setoristas de clubes de futebol, os motivos eram diversos para jogadores não controlarem o peso.
Flagrei um deles consumindo abusivamente três pastéis seguidos em feira ao redor do Estádio Brinco de Ouro, depois do treino matinal do Guarani, e antes do almoço.
Ora, como controlar o peso?
Consumo exagerado de refrigerante e cerveja foi motivo para a constatação de quilinhos a mais de boleiro na pesagem obrigatória à época, logo pela manhã.
Sabe-se lá quais os motivos que implicam em ganho de peso para o meia Élvis, mas desde que acompanho a carreira dele, a partir de 2019, no Oeste, já havia uma 'briga' com a balança.
E assim continuou no Cuiabá, Goiás e Ponte Preta, após chegada em 2022.
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