Esperava-se mais da Ponte, que fica apenas no empate com o Coritiba


Somatória de erros resultam em goleada sofrida pela Ponte Preta




Nesta goleada por 3 a 0 que a Ponte Preta sofreu para o Goiás, na noite deste domingo, em Goiânia, é preciso que se reconheça que o vencedor fez por merecer vantagem até superior, se outras claras oportunidades de gols fossem convertida.

Que o treinador pontepretano João Brigatti sofreu um 'nó tático' do comandante do Goiás, Márcio Zanardi, foi outra evidência.

E mais: será que Brigatti lembra da passagem do zagueiro Luizão pela Ponte Preta, anos atrás?

Ora, então por que foram buscar outro Luizão para a zaga pontepretana?

Desculpem o trocadilho, questiona-se por que não se certificaram que o quarto-zagueiro Sérgio Raphael, vindo do Nova Iguaçu (RJ), é boleiro cintura dura, sem velocidade, vencido facilmente em duelo com atacantes adversários e de qualidade discutível na saída de bola?

Pois é, Sérgio Raphael chegou e lhe deram a camisa titular, ignorando que até o reserva Castro tem rendimento melhor, sem considerar Nílson Júnior, que nem no banco ficou diante do Goiás, por algum motivo.

Evidente que Sérgio Raphael é parte de numerosos problemas para ajuste deste elenco pontepretano.

TRÊS ZAGUEIROS

Quando um treinador pauta a sua equipe com três zagueiros, como fea Brigatti, pressupõe-se que vai liberar os laterais para que a sua equipe tenha desafogo pelos lados do campo.

Na prática, mesmo desconhecendo qual seria o posocionamento da equipe pontepretana, o treinador Márcio Zanardi, do Goiás, soltou os seus laterais Dieguinho e Sander, para que se transformassem em atacantes de beirada, com seguidas incursões.

Logo, Zanardi travou suposta iniciativa de Brigatti de soltar os seus laterais Luiz Felipe e Gabriel Risso, que ficaram presos à marcação.

Sem criatividade para trabalhar a bola, jogadores da Ponte Preta a devolviam para o Goiás, que passaram a ter mais volume de jogo no ataque.

JEH

A imprevisibilidade do futebol proporcionou que a Ponte Preta tivesse a chance mais clara para sair à frente do placar aos 19 minutos do primeiro, quando lançado em contra-ataque, o centroavante Jeh ganhou na corrida do zagueiro Edson, do Goiás, que cometeu pênalti inquestionável.

Aí Jeh se encarregou da cobrança, chutou a bola a meia altura, no canto direito, e proporcionou defesa ao goleiro Tadeu.

Irritado pelo desperdício do pênalti, em lance seguinte Jeh cometeu falta desproporcional no goleiro Tadeu, foi advertido com cartão amarelo, e suspeitando que o temporamento explosivo do atleta pudesse resultar em expulsão, Brigatti o sacou do jogo aos 28 minutos, substituindo-o por Iago Dias.

FALHA DE JOÍLSON

Bastaram três minutos após o desperdício do pênalti da Ponte Preta, para que o Goiás convertesse a primeira real chance criada e ficasse à frente do placar.

Em bola cruzada por Rafael Rafa, pela direita, o volante Marcão aproveitou o vacilo de marcação do zagueiro Joílson, da Ponte Preta, para testar contra o canto direito do goleiro Pedro Rocha.

E a chance de empate da Ponte foi desperdiçada quase no final daquela etapa, quando o atacante Matheus Régis aproveitou vacilo do zagueiro David Braz e, sem ângulo, em chute cruzado, a bola foi para fora.

GOIÁS AMPLIA

Enquanto a Ponte Preta iniciava o segundo tempo naquele estilo amarrado, o Goiás continuou atacando em busca de ampliar a vantagem.

E se nos primeiros dez minutos daquela fase o objetivo deixou de ser atingido porque o goleiro Pedro Rocha, da Ponte Preta, praticou defesa em finalizações de Welliton e Herculano, na sequência surgiu a consolidação da vitória.

Aos 16 minutos, em bola cruzada à área pontepretana, novamente por Gava, o zagueiro Édson, do Goiás, cabeceou e marcou o segundo gol.

Não tardou para sair o terceiro gol, em erro inicial de Sérgio Raphael e seguido por outros seus parceiros de equipe, ocasião que, em rápida troca de passes do Goiás, Herculano apareceu para complementar, aos 28 minutos.

Esse foi o triste retrato da Ponte Preta ao sofrer esta goleada, mesmo adotando estratégia com três zagueiros.

Se foi válida a iniciativa de não escalar o meia Élvis, fora de forma, na prática Dodô, que teve a incumbência de substitui-lo fracassou.











MEMÓRIAS DO FUTEBOL

No futebol, nem sempre filho de peixe, peixinho é. Exemplo foi o goleiro Edinho, filho do saudoso 'rei' Pelé, que teve curta carreira, com início no Santos, mas ainda está atrelado ao meio em outras funções.

O quadro de áudio Memórias do Futebol relata a carreira dele, bastando o internauta clicar no link localizado na plataforma https://blogdoari.futebolinterior.com.br/










Há um dito popular com citação que 'o apressado come cru'. Logo, por mais recomendáveis que fossem vários jogadores contratados pela Ponte Preta, o encaixe das peças e aprimoramento do conjunto são situações que demandam relativo período.

Diante da circunstância e contra um adversário com pretensão de brigar pelo acesso na Série B do Campeonato Brasileiro, nada de anormal este empate com o Coritiba por 1 a 1, na largada da competição, na noite deste domingo, em Campinas.

Mesmo com a vantagem no placar durante o primeiro tempo, com gol do zagueiro Joílson logo aos 13 minutos, a Ponte Preta possibilitou que o Coritiba tivesse maior posse de bola durante aquele período.

Duas coisas ficaram claras e faltou maior observação de seu treinador João Brigatti: se o formato com três volantes deu mais consistência ao cinturão de marcação à frente da zaga, qual a utilidade para o time pontepretano com o meia Élvis andando em campo literalmente, devido à precária condição física?

Ora, Brigatti deveria tê-lo substituído ainda no intervalo e optado pela entrada do também meia Dodô, que estava no banco de reservas.

Como a Ponte Preta não tinha saída de bola pelos lados do campo, abusava de forma infrutífera de esticá-la ao ataque, devolvendo-a ao adversário, para reinício de jogadas.

Logo, um meia de mais mobilidade poderia criar alternativas com os laterais nas tais saídas de bola, e assim o setor ofensivo poderia ser abastecido com mais qualidade.

Ainda durante o primeiro tempo, quando o atacante de beirada Matheus Régis estava mais inteiro no jogo, a Ponte tentou concentrar a maioria pelo setor dele, pelo lado esquerdo.

GOL DA PONTE

O gol da Ponte Preta foi fruto de bola cruzada por Matheus Régis, com desdobramento de bate-rebate na área do Coritiba, até finalização do zagueiro Joílson.

A rigor, foi a única oportunidade criada e convertida pelo time pontepretano naquele período, enquanto o Coritiba, mesmo se aproximando mais vezes da área da Ponte Preta, só teve uma chance de gol ao explorar erro de saída de bola de jogador adversário, ocasião que Figueiredo lançou o centroavante Leandro Damião para completar a jogadas, mas prevaleceu a chegada antecipadamente do goleiro Pedro Rocha, para interceptação, aos 28 minutos.

EMPATE

Claro estava que o Coritiba se lançaria com mais ousadia ao ataque no segundo tempo, em busca do empate, e o gol ocorreu logo aos 13 minutos, ocasião que em tentativa de interceptação de chute do adversário, o zagueiro pontepretano Joílson marcou contra a sua meta.

LESÕES

Como Brigatti deixou de fazer o óbvio, com substituição para dar mais mobilidade e criatividade no meio de campo, lesões do zagueiro Sérgio Raphael e Gabriel Novaes, alternadamente, forçaram queimar duas alterações.

Por sinal, mesmo praticamente isolado no ataque da Ponte Preta, Gabriel Novaes forçou o goleio Pedro Morisco a praticar defesa na única finalização certeira de sua equipe no segundo tempo, com a bola ainda tocando na trave, aos 22 minutos.

Depois disso, houve predominância ofensiva do Coritiba, que em duas outras ocasiões exigiu defesas do goleiro Pedro Rocha, em lances completados por Vini Paulista e Breno Mello.

Afora isso, o Coritiba ainda comemorou gol de Brandão, aos 37 minutos, mas acertou o árbitro Emerson Ricardo Andrade ao marcar posição de impedimento quando o atleta recebeu o passe.

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