Ponte Preta defende tabu de 19 anos contra o Coritiba


Torcedores de organizadas do Guarani cobram de quem não pode oferecer mais





Quando vejo bugrinos da Torcida Organizada Fúria Independente se dirigirem ao estádio para cobrança a jogadores, por resultados nesta Série B do Brasileiro, duas coisas passam pela cabeça: essa gente não 'saca' nada de futebol ou fica ouvindo quem não deveria ouvir no direcionamento para cobrança.

Cobra-se jogadores de time sonolento. Quando mostram má vontade na busca por resultados, ou não se enquadram fisicamente para melhor o desempenho.

Avisem esses torcedores que miraram alvo errado pra desabafo que a boleirada do Guarani tem até exagerado nas disputas de bola. Será que viram que os jogadores têm cometido até exageradamente as tais faltas de picotar o jogo? Que se empenham sim na busca de resultados?

Problema, rapaziada, é que futebol é feito de competitividade e qualidade.

Não se pode cobrar mais daquilo que o atleta pode oferecer. Logo, o 'x' da questão é quem decidiu respaldar esse elenco montado, que foram os atuais cartolas.

Pior é que não 'sacam' nada de bola e ainda são prepotentes quando das sinalizações.

Logo, a culpa da vexatória campanha do clube na Série B é de responsabilidade sim da diretoria, e ela sim deveria ser cobrada sem selvageria.

JEFERSON

Quando o Guarani ainda ventilava o interesse pela contratação do lateral-esquerdo Jefferson, do Atlético Goianiense, aqui foi citado a reação satisfatória de torcedores daquele clube, que não pretendiam o retorno do atleta, após ter rescindido contrato com o Juventude, que se estenderia até o final do ano.

Por que será, hein?

Aí os cartolas pagaram pra ver e viram.

Como não são da bola, nem sabiam que o lateral-esquerdo Arthur Henrique, do São Bernardo, estava dando sopa.

O currículo do atacante de beirada Airton recomendaria a contratação?

Claro que não. Depois de passagem recomendável pela Inter de Limeira, ele rodou por aí sem convencer.

Pra não alongar sobre incontáveis erros da atual diretoria, basta que vocês, de uniformizadas, sejam informados que, no início do ano, os seus dirigentes foram buscar o executivo de futebol Juliano Camargo, que na passagem pelo Ceará pela Série B do Brasileiro de 2023, pôde contar com o maior orçamento no futebol entre todos integrantes, com cerca de R$ 3 milhões mensais.

Pois os cartolas do Guarani viram o Ceará terminar a competição na 11ª colocação, com 50 pontos, e, apesar disso, ainda contrataram o citado executivo de futebol, que montou mal o elenco bugrino para o Paulistão. Em consequência acabou demitido, e ainda saiu criticando quem o contratou.

TADEU DATOVO

Bons tempos em que torcedores de organizadas tinham pleno discernimento das situações.

Robel Tadeu Datovo, que por anos presidiu a Torcida Organizada Guerreiros da Tribo, sabia exatamente de quem cobrar.

O mesmo se aplica ao seu então vice-presidente Gilberto Moreno.

Logo, que esse enredo sirva de lição para que torcedores saibam de quem cobrar e sem selvageria.

Mais uma vez repito que esses dirigentes bugrinos deveriam, na autocrítica, vestir a carapuça de que são aprendizes sobre futebol, e humildemente pedirem conselhos a dirigentes do passado que dominavam o assunto.

Assim, eliminariam vários erros crassos, alguns deles de 'bola cantada'.






Precisam orientar Pedro Rocha, da Ponte Preta, que 'bola na pequena área é do goleiro'



Não bastasse a necessidade de correções de erros aqui e acolá da equipe da Ponte Preta, cabe mexer numa ferida aparentemente imperceptível: por que o preparador de goleiros Lauro não condiciona o seu subordinado Pedro Rocha a interceptar bolas cruzadas na pequena área, para fazer jus ao velho bordão de que 'bola na pequena área é do goleiro'.

Que Pedro Rocha se agiganta quando atacantes adversários vão enfrentá-lo com bola no chão, é fato.

Que na maioria dos jogos pratica defesas notáveis, ninguém desmente.

Entretanto, ainda durante alguns jogos do Paulistão, mas especificamente naquela goleada que a Ponte Preta sofreu para o Palmeiras por 5 a 1, válida pelas quartas-de-final, citei aqui, textualmente, que 'o elogiado Pedro Rocha, quando insistentemente exigido, comete erros que precisam de correção nas saídas da meta'.

Naquele jogo, pra não alongar, o gol do zagueiro Murilo foi decorrente de bola que custou a chegar na cabeça do palmeirense, na pequena área, e nada de Pedro Rocha ir ao encontro dela, para a disputa

GOIÁS TAMBÉM

Quem avaliar com critério os gols sofridos pela Ponte Preta contra o Goiás vai constatar que os dois primeiros saíram através de bola cruzada em direção da pequena área.

Aí, na teoria, deveria prevalecer o irreparável bordão que 'bola na pequena área é do goleiro'.

Tá certo que no primeiro gol o zagueiro Joílson ficou marcando a própria sombra, ignorando a disputa com o volante Marcão, e no segundo havia um amontado de jogadores na disputa.

Todavia, goleiro que dispõe de estatura de 1,96m de altura, e usa as mãos nas disputadas pelo alto, basta gritar 'é minha', e fim de papo.

ENCOSTAR NO GOLEIRO

E na hipótese de trombada com adversários, o manual da arbitragem indica que jogador encostar em goleiro é lance de falta.

Diante do exposto, cabe reafirmar que esse tema sobre saída da meta do goleiro Pedro Rocha já foi citado neste espaço, e que o preparador Lauro, da Ponte Preta, deveria observar com critério esses lances de gols sofridos pela equipe, pois treinos para a devida correção são inadiáveis, visando os próximos jogos.

E se Lauro está desconectado com essa realidade, cabe ao treinador João Brigatti, que foi goleiro, exercer a sua autoridade para requerer a correção. 




Jogador Banana não se constrangia com o apelido



Os tempos são outros, literalmente, no futebol. Exemplo: que clube e atleta admitiriam, hoje, que um dos integrantes do elenco fosse caracterizado pelo apelido de Banana, incorporado na escalação da equipe?

Vindo do Distrito Federal para o Guarani em 1980, com passagens por Brasília e Gama, Banana encarava com naturalidade o apelido, mas dirigentes bugrinos da época propuseram amenizar parcialmente o sentido pejorativo da identificação do então atleta, com a incorporação do prenome Hernani, para assim ser identificado como Hernani Banana.

O apelo de dirigentes foi atendido parcialmente pela imprensa local, enquanto o atleta jamais se constrangia quando chamado pelo apelido, que no linguajar popular se caracteriza como alguém 'molengão', mas na prática Banana foi um profissional extremamente atuante, e valia-se de seu esforço físico para o devido encaixe na equipe bugrina.

À época, com parcial desmanche daquela equipe do Guarani campeã brasileira de 1978, o saudoso presidente Antonio Tavares Júnior, que havia sucedido o também falecido Ricardo Chuffi, havia priorizado a finalização das obras de ampliação do Estádio Brinco de Ouro - o chamado Tobogã - o que implicou em freio de investimentos em 'peças' de reposição no elenco, com o clube sinalizando em contratações de jogadores tidos como apostas e valorização dos revelados nas categorias de base, os chamados pratas-da-casa.

FALSO PONTA

Evidente que por não ter característica de um armador por excelência, o recomendável seria adaptar Banana em outra função.

Foi aí que o saudoso treinador Zé Duarte o descobriu como um falso ponteiro-esquerdo, com liberdade para 'transitar' por dentro e ajudar no trabalho de recomposição.

Assim, ele participou daquela equipe bugrina campeã da Taça de Prata de 1981, suplantando o Anapolina nas partidas finais, usando essa formação: Birigüi; Miranda, Jayme, Edson e Almeida; Edmar, Jorge Mendonça e Ângelo; Lúcio, Careca e Capitão.

PORTUGUESA

Banana deixou o Guarani em 1985, transferindo-se à Portuguesa, sem que por lá repetisse o rendimento anterior, tanto que na temporada seguinte foi liberado para atuar na Ferroviária de Araraquara.

E assim programou o encerramento da carreira em 1987, no Brasília, para posteriormente se alojar na cidade de Taguatinga, no Distrito Federal.

Hoje ele atua como comerciante e assina documentos com nome de registro de Ernani José Rodrigues, mineiro de Araguari, na iminência de completar 69 anos de idade.






Já que Ponte Preta e Coritiba serão adversários na largada da Série B do Campeonato Brasileiro, a partir das 18h deste domingo, em Campinas, quem se apega a dados estatísticos de jogos entre agremiações observe a publicação do jornalista Rafaela Rasera, do portal paranaense https://www.umdoisesportes.com.br.

Ele informou sobre um tabu de 19 anos em que o Coritiba não consegue vencer a Ponte Preta, em Campinas.

Segundo Rasera, a última vez que isso ocorreu foi em 2005, em partida válida pelo Brasileirão, e com goleada do clube paranaense por 3 a 0.

E acrescentou que, no Estádio Moisés Lucarelli, a Ponte Preta só perdeu para esse adversário naquele jogo citado em 2005.

Segundo o jornalista, nos 19 confrontos entre ambos em Campinas, o histórico é de 14 vitórias da Ponte Preta e quatro empates.

No restrospecto geral, o Coritiba leva vantagem com 17 vitórias, 15 derrotas e dez empates, em 42 partidas.

CONTRASTE

Enquanto no elenco da Ponte Preta ocorreu significativa reformulação, visando a Série B do Brasileiro - cuja análise já está sendo produzida -, o Coritiba evitou modificações radicais no seu grupo de jogadores.

Ele conta com um dos elencos mais jovem da Série B, eliminado pelo Maringá na fase semifinal do Campeonato Paranaense, com derrota por 2 a 0 e empate sem gols.

Também fracassou na primeira fase do Copa do Brasil, após derrota por 3 a 2 para o Marabá, do município paraense.

GUTO FERREIRA

O Coritiba traz a Campinas o treinador Guto Ferreira, que ganhou projeção a partir do recomendável trabalho na Ponte Preta entre 2012/13.

Se na lateral-direita a sua equipe conta com avanços consistentes de Natanael, a camisa da lateral-esquerda é de Rodrigo Gelado, que mostrou deficiências na marcação ano passado, na passagem pelo Vila Nova.

O Coritiba também ressente da ausência de seu atacante Alef Manga, suspenso pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) da CBF, após ter sido denunciado por envolvimento no escândalo de apostas.

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