Até se machucar, Guilherme fez a diferença para o Santos sobre a Ponte Preta
Derrota previsível da Ponte Preta para o Santos, por 2 a 1, mesmo atuando em Campinas, na noite desta quarta-feira.
Uma coisa foi a equipe santista quando contou com o atacante de beirada Guilherme, pelo lado esquerdo; outra coisa quando ele deixou o gramado ao sentir lesão muscular, aos 34 minutos, justamente quando ganhou na corrida do lateral-direito Igor Inocêncio, dirigia-se em direção do gol, mas teve que desistir da jogada porque a perna travou.
Naquela altura, o Santos vencia por 2 a 0 e tinha a supremacia da partida.
A rigor, o Santos abriu o placar aos 16 minutos em lance que Guilherme teve liberdade para dominar a bola, erguer a cabeça e cruzar para o zagueiro Gil, no segundo pau, que testou e a bola 'dormiu' no canto alto do goleiro Pedro Rocha, da Ponte Preta.
O Santos sabia explorar vulnerabilidades nos corredores da Ponte Preta, para preocupar.
Foi numa a avançada do lateral-direito santista JP Chermont, aos 22 minutos, que saiu a finalização, rebote do goleiro Pedro Rocha, e a sobra se oferecendo para Giuliano completar para as redes: 2 a 0 Santos.
CARILLE
O grande equívoco do treinador Fábio Carille, do Santos, foi tirar o ímpeto ofensivo do Santos quando teve que substituir Guilherme.
Com opções ofensivas, como Willian Bigode, ele preferiu que a sua equipe se resguardasse na troca, ao optar pela entrada do meio-campista Patrick, que nada acrescentou.
FALHA DE JOÃO PAULO
Não bastasse o equívoco de Carille, aos sete minutos do segundo tempo, o goleiro santista João Paulo falhou barbaramente na tentativa de interceptar a bola em cobrança de escanteio da Ponte Preta, e perdeu a disputa para o zagueiro Sérgio Raphael, que descontou para os mandantes.
Pronto. Foi o suficiente para a Ponte Preta se encorajar na partida, e nos próximos 15 minutos explorar a instabilidade dos santistas, e assim colocar mais volume ofensivo.
Todavia, na prática, apesar de maior posse de bola, não criava situações de embaraço ao adversário.
JEAN CARLO
A partir da metade do segundo tempo, o Santos reequilibrou a partida, sem que desse sinais de preocupar a meta pontepretana.
Assim, quando mais nada se esperava nos últimos minutos de partida, eis que em lance de indecisão da defensiva santista, a Ponte Preta teve a chance de empatar, aos 47 minutos, mas o polivalente Jean Carlos pegou mal na bola e desperdiçou.
Nas substituições na equipe pontepretana, ninguém acrescentou nada de prático.
Já o Santos contou com alguns lampejos do jovem Weslley Patati, posicionado no corredor do lado direito.
Jogada 'mortal' do Coritiba foi 'cantada', mas de nada adiantou
Derrota normal do Guarani na capital paranaense para o Coritiba por 1 a 0, na noite desta terça-feira, na sequência do Brasileiro da Série B.
Normal porque, embora tenha mostrado melhora de rendimento em relação às últimas partidas, a equipe ainda carece de encaixe de peças.
O meia Chay, enquanto esteve em campo, teve atuação nula. Se o atacante Reinaldo só mostrou voluntariedade na recomposição, por que o desperdício de deixar Marlon na reserva, sendo que deu mais intensidade ao setor, a partir dos 20 minutos do segundo tempo.
Sem que fosse devidamente abastecido, o centroavante Luccas Paraizo esteve apagado.
De positivo, a disposição física do lateral-direito Heitor ao arrancar para o ataque. Atuação aceitável do volante Camacho. Bom comportamento dos zagueiros Douglas Bacelar e Lucas Adell, e altos e baixos do atacante João Victor.
Diferentemente de outras partidas, o time bugrino já erra menos passes e sabiamente picota o jogo com frequentes faltas.
LUCAS RONIER
De certo o treinador Júnior Rocha, do Guarani, recomendou ao seu lateral-esquerdo Jefferson todo cuidado na marcação ao atacante de beirada Lucas Ronier, do Coritiba.
E daí? Adiantou?
Dos três lances mais agudos do clube mandante durante o primeiro tempo, dois deles tiveram conclusão de Ronier.
Se no primeiro, aos 16 minutos, o complemento de cabeça - com bola resvalando no ombro - atingiu o poste direito do goleiro Vladimir, do Guarani, no segundo lance, dois minutos depois, saiu o gol.
Ronier recebeu cruzamento da esquerda, dominou a bola como quis, ajeitou e finalizou de pé esquerdo, no canto alto direito do goleiro bugrino.
Na outra investida ofensiva do Coritiba, registra-se chute do atacante Wesley Pomba, que exigiu rebote do goleiro Vladimir.
Já o Guarani assustou num bom arremate de seu atacante João Victor, com nível de dificuldade para defesa do goleiro Pedro Morisco.
CORITIBA DESACELERA
Se houve predominância do Coritiba até chegar ao seu gol, em seguida ocorreu a desaceleração até o restante do primeiro tempo.
Pior ainda após o intervalo, quando o time praticamente desapareceu em campo.
E isso se deve a vários erros de estratégias de seu treinador interino James Freitas.
Faltou-lhe percepção que o seu lateral Natanael - sabe-se lá por quais razões - não apoiou o ataque como de costume -, e com isso deixou de servir Ronier, o mesmo ocorrendo com o meia Matheus Frizzo, que ficou devendo melhor atuação.
Oras, se o lateral-esquerdo Rodrigo Gelato levava a bola ao ataque, bastava ter invertido Ronier de lado para que, em última análise, o time prendesse um pouco a bola no campo ofensivo, principalmente porque ficavam lacunas com frequentes incursões ao ataque do lateral bugrino Heitor.
ATÉ A VANTAGEM
O Coritiba propôs o jogo até atingir a vantagem no placar, ocasião que sabiamente o Guarani procurou se resguardar e tentar chegar organizado ao ataque.
Problema é que mais uma vez contou com atuação sofrível de seu meia Chay e, dos atacantes, apenas João Victor mostrou alguns lances de lucidez, ao ser bem abastecido pelas incursões do lateral-direito Heitor.
Apesar dos pesares, o Guarani ainda teve a chance de chegar ao empate em finalização rasteira, no canto esquerdo, do volante Kayque, aos 43 minutos do segundo tempo, com defesa de Morisco.
No frigir dos ovos, e pelo andar da carruagem, observa-se que alguma coisa já foi adicionada ao elenco bugrino.
Logo, é de se esperar que o treinador Rocha Júnior consiga extrair mais dos jogadores e, consequentemente, colocar o clube em situação sem risco na competição.
Coritiba dominou o Avaí, apesar da derrota; portanto, cuidado Guarani!
Frasista sobre futebol do passado, do tipo o saudoso treinador Gentil Cardoso, criaram frases imortalizadas há quase um século, uma delas é 'quem não faz toma', para citar o castigo de quem desperdiça claras chances de gols.
Pois o Coritiba - que vai recepcionar o Guarani na noite desta terça-feira - teve controle quase absoluto durante a partida contra o Avaí, na noite de sábado, principalmente durante o primeiro tempo, mas perdeu por 1 a 0.
O Coritiba criou chances reais para construir o placar, desperdiçou-as, e, por fim, sofreu um gol por puro acaso, em finalização de Zé Ricardo, do Avaí, e bola desviada no lateral-direito coritibano Natanel, traindo totalmente o goleiro Pedro Morisco.
Por que esse registro?
Se o Guarani imagina enfrentar um Coritiba decadente, se engana redondamente, pois ele foi extremamente competitivo, colocou em prática volume de jogo ofensivo nos dois tempos, embora o Avaí tivesse melhorado de rendimento após o intervalo.
Logo, quem se prende a resultado de jogo para avaliação do comportamento de uma equipe pode se equivocar.
RESGUARDAR
De certo o treinador bugrino Júnior Rocha, que havia prometido ver a cara do Coritiba no sábado, deve ter constatado que a derrota para o Avaí foi mais um daqueles resultados enganosos no futebol.
Se mesmo atuando no Estado catarinense parecia que o Coritiba era mandante, é de se esperar pressão ainda maior recepcionando o Guarani.
Logo, o caminho natural para os bugrinos é se resguardar e fazer opção pelo contra-ataque, principalmente explorando o veloz centroavante Luccas Paraízo, na tentativa de surpreender o adversário.
LUCAS RONIER
Portanto, após a natural comemoração do treinador Júnior Rocha, pela vitória bugrina diante do Botafogo, que trate de adotar alguns cuidados em sua defensiva, a principal delas tentar neutralizar o hábil atacante de beirada Lucas Ronier, 19 anos de idade, 1,63m de altura e formado na base do Coritiba, que requer marcação especial.
Ronier tem facilidade para aplicar dribles curtos e enfileirar marcadores, por vezes pecando no momento adequado para finalização.
Logo, fica a dúvida se apenas o inconstante lateral-esquerdo Jefferson será capaz de vigiá-lo, recomendando-se dobra de marcação.
Enfim, para o Guarani, a vitória sobre o Botafogo tirou um peso das costas dos jogadores que, mais tranquilos e confiantes, agora têm probabilidade de melhorar o rendimento.
Ponto conquistado da Ponte Preta foi válido, mas e o contexto?
Como ocorre semanalmente, está atualizada a coluna de áudio Memórias do Futebol, com o adeus ao ex-treinador argentino Cesar Luis Menotti, dono da frase que 'o drible é dispensável até que o atleta atinja a linha intermediária do campo adversário'.
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EMPATE DA PONTE
Partindo-se da premissa que 'futebol é resultado' e a Ponte Preta trouxe um ponto de Ponta Grossa, interior paranaense, no empate por 1 a 1 com o Operário, sábado passado, a campanha em si, na Série B do Brasileiro, até que está dentro dos conformes.
Problema foi a brutal queda de rendimento comparativamente à goleada imposta sobre o Amazonas por 3 a 0, e como a coisa deve ser dimensionada na sequência da competição.
Enquanto mandante de seus jogos e mostrando volume ofensivo, de forma até a encurralar adversários, é válida a estratégia com três atacantes e um meia que não seja combativo.
Fora de casa e sofrendo pressão, como ocorreu diante do Operário, a estratégia precisa ser repensada.
ÉLVIS
A competitividade da Série B exige mobilidade de todos os jogadores.
Se o comando técnico da Ponte Preta entende que o meia Élvis é imprescindível, pela capacidade de colocar parceiro de equipe na cara do gol, o jeito é abdicar de um atacante de beirada - caso Iago Dias - e preencher melhor a linha de combate no meio de campo, com mais um volante em jogos como visitante.
Entende-se a tentativa de o treinador Brigatti de compensar a falta de mobilidade de Élvis para ajudar na marcação, e optar por sucessivos recuos dos atacantes de beirada.
Entretanto, como não são atletas talhados ao desarme, procuram picotar o jogo com faltas, como alternativa de compensação.
Já que Brigatti quis repetir a estrutura tática do jogo contra o Amazonas, o desenho do jogo de sábado foi predomínio pleno do Operário, com bola rondando a defensiva pontepretana seguidamente.
A consequência desse volume ofensivo do Operário resultou em cabeçada de Lindoso com bola no travessão, até que, aos 26 minutos, o clube chegasse ao gol.
Em cruzamento pelo lado esquerdo, e testada na bola do zagueiro Willian Machado, não atribuam culpa apenas ao goleiro Pedro Rocha, em bola defensável que entrou.
Dividam a resonsabilidade com o zagueiro Sérgio Raphael, que participou do lance e perdeu a disputa pelo alto.
RONALD
Ainda no primeiro tempo, o Operário só não aumentou a vantagem porque o seu atacante Ronald perdeu gol incrível, quando, após cruxamento do atacante Maxwell, ele se antecipou ao lateral-esquerdo Gabriel Risso, cabeceou livre de marcação, visando o chão, ocasião que a bola quicou, ganhou efeito e foi para fora.
MELHORADA
Embora a Ponte Preta tenha melhorado um pouco de rendimento no segundo tempo, não chegou a incomodar o goleiro Rafael Santos, exceto no penúltimo minuto de partida, quando, nos acréscimos, brilhou a estrela do meia-atacante Dodô, que havia entrado em campo aos 30 minutos do segundo tempo.
Já dentro da área, ele finalizou de canhota e colocou a bola no ângulo superior esquerdo do goleiro Rafael Santos.
Dois minutos antes, o Operário perdeu o zagueiro Alemão, justamente expulso por entrada violenta sobre o atacante Matheus Régis.
PEDRO ROCHA E INOCÊNCIO
Afora isso, embora tenha praticado defesa digna de registro no transcorrer da partida, o goleiro pontepretano Pedro Rocha ainda incorreu em falha na saída da meta, fato que requer imediata correção.
Se o Operário concentrou a maioria das jogadas ofensivas pelo lado esquerdo de seu ataque, ocasião que Maxwell levou nítica vantagem sobre o lateral-direito Igor Inocêncio, caberia, sim, uma dobra de marcação no setor, encostando-se um dos volantes.
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