Septuagenário Jorge Campos, ex-Ponte Preta, atravessa momento difícil
Que o sucessor de Brigatti tome decisões inadiáveis na equipe da Ponte Preta
A previsão natural era que o treinador João Brigatti permanecesse no comando do elenco da Ponte Preta até o próximo domingo, quando o CRB vem a Campinas para enfrentá-la.
Aí, na hipótese de novo tropeço e aumento natural da pressão dos torcedores pontepretanos, seria tomada a decisão do desligamento.
Como a versão oficial da diretoria do clube, nesta segunda-feira, é de que o profissional pediu demissão, isso abre possibilidade de que seja apressada a contratação do substituto, para que mudanças inadiáveis sejam tomadas visando revigorar a equipe.
LATERAIS
A insistência com o lateral-direito Igor Inocêncio, após comprovadas limitações quer para defender, quer atacar foi um erro.
Sim, vão argumentar que Luiz Felipe, outro jogador da posição está lesionado, mas cabe repetir aquilo citado 'centas' vezes que bastaria o deslocamento do volante Dudu Vieira para o setor, até porque ele já atuou por ali.
Como recompor a vaga de volante?
A Ponte Preta tem boleiro de sobra no setor, com pouca diferença técnica de um para o outro.
Intrigante foi a queda de rendimento do lateral-esquerdo chileno Gabriel Risso.
Queda até no aspecto físico, o que carece de explicação, pois até durante o Paulistão tinha fôlego para fazer o vaivém e isso não tem ocorrido.
Portanto, que o próximo treinador da Ponte Preta não titubeie em dar chance ao lateral-esquerdo Zé Mário, hoje na reserva.
ÉLVIS
O caso do meia Élvis requer análise criteriosa.
Será que os seus companheiros de equipe encaram com naturalidade o grupo correr, se aplicar, e vê-lo andando em campo, com a justificativa que pode decidir a partida em algum lampejo?
Fosse o meia Élvis tão decisivo, digamos que até seria tolerável tal regalia, mas como isso ocorre eventualmente, fica o questionamento.
É intrigante como nenhum treinador consegue exigir que se enquadre em patamar físico aceitável, até porque o futebol da Série B exige competitividade.
MATHEUS RÉGIS E DODÔ
Não dá para ignorar descontentamentos de atletas do elenco que compõem o quadro de reservas.
Ou alguém tem explicação por que o atacante de beirada Matheus Régis ficou tão revoltado com a arbitragem, exagerando em reclamação que resultou na expulsão contra a Chapecoense?
E o lance de falta violenta cometida pelo meia-atacante Dodô, no jogo contra o Ituano, que resultou em expulsão?
Esses cenários evidenciam que o vestiário não está tão controlado como se supõe.
Portanto, que o sucessor de Brigatti possa se precaver, avaliar vídeos dos últimos jogos do clube e colocar em prática aquilo que é inadiável.
E que a contratação do sucessor não se arraste semana afora, de forma que o comando da equipe contra o CRB fique a critério do auxiliar-técnico Nenê Santana.
Guarani mostrou contra o Paysandu, mas faltou bola neste empate
E aí Júnior Rocha, treinador do Guarani?
Você avisou à coletividade bugrina que derrotas e rendimentos aquém do esperado contra clubes que vieram do Brasileirão, na temporada passada, precisam ser compreendidos, mas sugeriu que em confrontos diante de adversários do nível Série B do Brasileiro o processo começaria a ser revertido.
Só que neste empate sem gols com o Paysandu, na noite deste sábado em Campinas, o torcedor bugrino conferiu os mesmos defeitos de jogos anteriores: falta de organização no meio de campo, raras jogadas pelos lados do campo e nenhum lance que exigisse pelo menos uma defesa difícil do goleiro Matheus Nogueira, do Paysandu.
Embora a constatação foi de um jogo em nível de igualdade, porque o Paysandu não soube ser contundente no último terço do campo, na prática ele esteve mais perto da vitória em duas chances reais não convertidas.
Primeiro quando o zagueiro bugrino Léo Santos salvou bola em direção ao gol, quase na risca fatal, em finalização que teria sido do zagueiro Lucas Maia ou centroavante Nicolas, aos 22 minutos.
E não é que aos 43 minutos do segundo tempo, quase Léo Santos 'entregou o ouro' ao inimigo em saída errada de bola, perda da disputa para o atacante Edinho, que serviu Bryan Borges em condições de marcar, já dentro da área, mas o chute foi para fora.
E O GUARANI?
Na ponta do lápis, ficou restrito ofensivamente a duas finalizações fracas do atacante Reinaldo, em cabeçada e chute, respectivamente em cada tempo de jogo, para defesas fáceis do goleiro Matheus Nogueira, e um chute sem direção do atacante Rafael Freitas.
Convenhamos: muito pouco para quem tem a obrigação de empreender reação e escapar do Z4 desta Série B do Brasileiro.
SÓ CORRERIA
Disposição para correr atrás da bola, Guarani e Paysandu tiveram até de sobra ao longo da partida, mas tecnicamente o jogo foi fraco.
Se o Paysandu cumpriu a promessa de seu comando técnico de partir para o ataque e jogar de igual por igual em busca do resultado, faltou-lhe a devida organização ao se aproximar da área bugrina, tanto que até o intervalo não havia criado uma oportunidade sequer de gol.
Já o Guarani, mais uma vez ficou sem a cobrada organização das jogadas, e mesmo quando se aproximou da área adversária, em incursões pelos lados do campo, abusava dos tais chuveirinhos.
E as arrancadas foram puxadas pelos atacantes João Victor e principalmente Reinaldo, pelo lado esquerdo, todavia sem consequências agudas.
LIMITAÇÕES TÉCNICAS
Difícil se extrair muito mais de um time que carece do meia organizador, que conta com um centroavante - como Luccas Paraizo - que raramente é abastecido em condições de completar uma jogada, e sem contundência em avanços de laterais.
A rigor, o do lado esquerdo, Jefferson chegou ao fundo do campo em apenas uma vez ao longo da partida, e cruzando mal.
Provavelmente, apenas com retorno de titulares lesionados se poderá esperar algo diferente da equipe na competição.
Guilherme dos Anjos prevê um Paysandu ofensivo; Guarani vai explorar os espaços?
Estará o treinador Hélio dos Anjos, do Paysandu, com a garganta 'afinada' para a costumeira gritaria, agora às margens do gramado do Estádio Brinco de Ouro, na noite deste sábado, para o jogo contra o Guarani?
Quem foi para a entrevista coletiva, após o seu clube aplicar goleada por 6 a 0 sobre o Vila Nova, na primeira partida da final da Copa Verde, quarta-feira, foi o seu filho e auxiliar-técnico Guilherme dos Anjos, que se apressou em justificar que os médicos optaram por poupar a garganta do 'professor', forma que adota para se referir ao pai.
Se a primeira resposta de Guilherme corresponder à realidade mostrada pelo Paysandu, nas rodadas anteriores desta Série B do Brasileiro, o Guarani teria que se desdobrar na tentativa de vencê-lo.
“Nos jogos da Série B criamos tantas oportunidades como nesta goleada. Só que agora soubemos convertê-las, o que não estava ocorrendo em jogos anteriores”, disse Guilherme.
SAI PRO JOGO
Na explanação de Guilherme, ficou evidenciado que o plano de jogo do Paysandu é ofensivo, independentemente do local em que esteja atuando.
De certo o treinador bugrino Júnior Rocha já observou que o atacante venezuelano Esli Garcia, do Paysandu, requer marcação rigorosa, pela capacidade dele se infiltrar em defesas adversárias com bola dominada, quando coloca velocidade e arrisca finalizações de média distância.
Nesta goleada sobre o Vila Nova também foi constatado que o inconstante centroavante Nicolas atravessa boa fase, pois marcou três dos seis gols.
DEFESA VULNERÁVEL
Viu-se, na quarta-feira, que a defesa do Paysandu é vulnerável.
Da mesma forma que criou e converteu oportunidades, deixou uma 'avenida' para o adversário explorar.
Incontáveis vezes o Vila Nova teve espaço para explorar a inconstante defesa do clube paraense, e é exatamente aí que cabe ao Guarani saber explorá-la, usando a velocidade de seus atacantes Reinaldo e Luccas Paraizo.
E aí: isso foi treinado e programado? O jogo deste sábado dirá.
CONFIANÇA
Independentemente da manifestação de torcedores bugrinos que foram cobrar os jogadores nesta semana, os atletas estão se cobrando, pois disposição não tem faltado à equipe.
Como esta Série B do Brasileiro já atinge a sétima rodada, e o histórico do Guarani se resume apenas à vitória sobre o desfalcado Botafogo por 2 a 0, em Campinas. Logo, a reação precisa ser imediata.
No mais, foram cinco derrotas que, se somadas à campanha capenga no Paulistão, deixaram o torcedor bugrino irritado.
Que incógnita para Ituano e Ponte Preta, no domingo!
Até a turminha adepta da futurologia - previsões pré-jogos -, de certo está sem diretriz sobre o que pode ocorrer com o Ituano recepcionando a Ponte Preta, a partir das 16h do próximo domingo.
De que forma o torcedor do clube de Itu pode assegurar performance satisfatória se como mandante, nesta Série B do Brasileiro, constatou derrotas para Operário e Novorizontino, por 2 a 0 e 3 a 1 respectivamente, e surpreendentemente vitória contra quem está no G4, caso do Sport por 1 a 0?
Fora de casa, então, só derrotas: 3 a 1 para a Chapecoense, e repetição do placar de 2 a 0 diante de Goiás e Mirassol.
Logo, ele ocupa a lanterna da competição com três pontos e saldo negativo de nove gols.
PONTE APROVEITA?
E aí, seria o bastante para a Ponte Preta ampliar o saldo negativo do adversário?
Se tivesse performance admissível como visitante, de certo o seu torcedor até poderia esperar a volta de Itu com três pontos, mas como projetar isso se nos três jogos fora de casa o nível técnico apresentado foi bem aquém do esperado?
Foi goleada pelo Goiás por 3 a 0. Sabe-se como arrumou um golzinho salvador no empate diante do Operário. E sofreu enorme pressão da Chapecoense durante o primeiro tempo, naquele zero a zero.
ATACAR
Explorar a instabilidade do Ituano para atacar?
Há quem defenda esta estratégia, mas qual a garantia de atacantes fazerem a recomposição para evitar 'buraco' no meio de campo?
Se basta um lampejo para o meia Élvis colocar um companheiro na cara do gol, é necessário descartá-lo do papel de marcação, por causa de suas claras limitações físicas.
Na 14ª colocação e com seis pontos, seja como for, mesmo que se projete a pior das hipótese, à Ponte Preta certamente não deve correr risco de se misturar à turma do Z4 ao término desta sétima rodada.
Isso só ocorreria numa perfeita combinação de três resultados.
Se não é descartável a hipótese do Amazonas, em seus domínios, ganhar do Mirassol, também seria preciso que Paysandu e Brusque, como visitantes, vencerem Guarani e Vila Nova.
Este 25 de maio marca o septuagésimo aniversário do ex-centroavante Jorge Campos, goleador aplaudido por torcedores do Bahia, Vitória, Atlético Mineiro, Ponte Preta e Sport Recife.
Por vezes a vida é cruel com as pessoas. Os 70 anos de idade de Jorge Campos é marcado em leito domiciliar, cuidado por pessoas devido à doença de Parkinson, após internações no Hospital Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (BA), também por problemas no fígado.
Não confundam com o goleiro mexicano Jorge Campos, que contrariou a lógica de estatura elevada para quem atua na posição, pois com 1,68m de altura integrou o selecionado de seu país em 130 jogos, com participações nas Copas do Mundo de 1994 e 98.
PONTE PRETA
Por duas vezes o baiano de Itabuna Jorge Alberto Miranda Campos passou pela Ponte Preta.
Inicialmente chegou em época que a posição foi marcada por renomados jogadores, como o polêmico Rui Rei em 1977, sucedido pelo folclórico Dadá Maravilha, na temporada seguinte.
Em época que sequer cogitava-se 'janela' para contratações de jogadores, Jorge Campos chegou à Ponte Preta em dezembro de 1978, quando o Paulistão atravessava até os primeiros meses do ano seguinte.
Assim, estreou no dia 17 daquele mês, no empate por 1 a 1 com o São Paulo, em Campinas, num time treinador pelo saudoso Paulo Leão e formado por Carlos Ganso; Jair Picerni, Oscar, Polozi e Toninho Oliveira; Wanderlei, Marco Aurélio e Lola; Lúcio (Afrânio), Jorge Campos e Tuta.
GOLS E LESÃO
Com a paralisação daquele Paulistão para férias regulares dos jogadores, Jorge Campos marcou o primeiro gol pela Ponte Preta em sua segunda partida, na vitória por 3 a 1 sobre a Francana, dia 28 de janeiro de 1979, em Campinas.
E quanto engatava sequência de gols, em jogos contra XV de Piracicaba e Botafogo de Ribeirão Preto, sofreu lesão que o afastou da equipe por relativo período. Aí, na volta, viu a posição ser entregue ao então garoto Osvaldo, promessa da base, que atuava em sua posição.
Na reserva, o jeito foi entrar em campo no transcorrer de segundo tempo dos jogos em quaisquer das posições do ataque, com passagem que se estendeu apenas até o final de maio daquela temporada.
VOLTA EM 1981
A carreira de Jorge Campos foi marcada por vaivém em clubes como Sport Recife e Ponte Preta.
Se no clube pernambucano esteve em 1980 e voltou três anos depois, na Ponte Preta retornou em 1981, sem que se firmasse como titular, devido ao desempenho satisfatório de Osvaldo, além das primeiras chances dadas ao então garoto Chicão, formado na base.
Na volta à Ponte Preta, o goleiro Robson passou a ter as primeiras oportunidades. A defesa já estava bem modificada: Edson Abobrão, Rudney, Nenê Santana e Odirley.
O meio de campo contava com Zé Mário, Osvaldo e Lola (Celsinho), com o novo trio ofensivo montado com Serginho, Jorge Campos e Abel.
Todavia, Jair Picerni, que havia assumido o comando da equipe principal, optou pela recolocação de Osvaldo como centroavante e Jorge Campos foi perdendo espaço.
Nem de longe lembrava aquele goleador nas passagens por Bahia e Atlético Mineiro.
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