Brusque, Paysandu
Além da pobreza técnica, Ponte Preta é mal escalado na derrota para o Cuiabá
Essa derrota da Ponte Preta para o Cuiabá por 2 a 1, em Campinas, na noite desta terça-feira, escancara uma verdade nua e crua: é o pior time desta Série B do Brasileiro.
Sim, o pior mesmo posicionado na penúltima colocação com oito pontos, cinco a mais que o lanterna América Mineiro.
Logo, isso justifica a derrota para um adversário igualmente fraco, pois o time pontepretana falhou nos dois gols sofridos.
ERROS EM ESCALAÇÃO
Se as limitações do elenco da Ponte Preta são claras, resta saber se o treinador interino Édson Boaro tem liberdade para tomada de decisão na escalação da equipe.
Fica a dúvida se palpiteiros de plantão sugerem esse ou aquele atleta para começar jogando, embora é sabido que a corda estoura em cima do atual comandante.
JÚLIO E DANILO BARCELOS
Já havia citado no jogo diante do Botafogo que não cabia a escolha dos laterais Júlio e Danilo Barcelos.
Adiantou?
Mais um vez foram escalados e envolvidos na maioria das jogadas, sem que acrescentassem absolutamente nada no avanço ao ataque.
Claro que a maioria também não acrescentou nada.
O que o ataque pontepretano poderia esperar com a escalação de Jonathan Cafu?
Gente, como pode quem escala o time cometer tamanha aberração?
Como o atleta não rende, conforme o previsto, aí 'reinventam' o atacante Baianinho.
Nem David da Hora merece vaga na equipe, e o garoto Miguel assiste tudo isso no banco de reservas e entra em campo quando já está tudo desarrumado.
POR QUE O 4-3-3?
E Boaro ainda escala o time na formação 4-3-3, com atacantes que não fazem a devida recomposição, deixando lados do campo e espaços por dentro sem agrupamento, porque não se pode contar com Élvis para o desarme.
Até quando vão acreditar que Pottker vai ser a solução ofensiva?
Pior é que tem gente que o caracteriza como desfalque para o jogo contra o Juventude, o próximo compromisso da Ponte Preta.
NENHUMA OPORTUNIDADE CRIADA
O que o pontepretano espera de um time que não cria uma real oportunidade de gol sequer?
Convenhamos que a Ponte Preta chegou ao empate, através do volante Tárik, no final do primeiro tempo, sem que fosse criada jogada.
Não lamentem também a expulsão de Baianinho, porque quando fica à disposição do treinador acaba entrando sem nada acrescentar.
FALHAS NOS GOLS
Um primeiro tempo fraco. Embora o Cuiabá tivesse mais controle de bola, na prática ameaçou a meta pontepretana em apenas duas ocasiões.
Logo aos dez minutos, quando o meia Celebe não entendeu o bom passe de Pepê e a jogada não deu em nada.
Depois, aos 35 minutos, em cobrança de escanteio pela esquerda.
Na ocasião, nenhum jogador da Ponte Preta acompanhou a chegada do zagueiro João Basso, que desviou de cabeça e a bola ganhou direção do canto esquerdo.
A performance ofensiva da Ponte Preta inexistia até os 25 minutos, ocasião que teve alguns escanteios a seu favor. Um deles, aos 47 minutos, em cobrança do meia Élvis, do lado esquerdo, a bola foi em direção do centro da pequena área, resvalou em jogador do Cuiabá e teve participação do volante pontepretano Tárik, que cabeceou em direção do canto esquerdo.
Se no início do segundo tempo a Ponte Preta passou a ter mais controle de bola, na prática faltava objetividade para criar chances.
Como ocorre rotineiramente, uma falha defensiva que começou com Lucas Cunhas e terminou em bola nas costas de Danielo Barcelos, para complementação de Kauan Chisttian, aos 20 minutos: 2 a 1 para o Cuiabá.
Depois disso, não fosse o goleiro Diogo Silva, a Ponte Preta sofreria mais dois gols.
Mais prejuízos financeiros para o jogo da Ponte Preta diante do Cuiabá
Torcedor da Ponte Preta que pagava R$ 60 pelo preço do ingresso de arquibancada pode preparar o bolso, pois a cartolada de seu clube decidiu dar um 'esfolada'.
Seria tolerável o aumento exagerado para R$ 100 se essa diretoria tivesse plena credibilidade.
Se fosse o caso de o presidente da entidade, Luiz Torrano, vir a público para explicar a decisão e pedir a colaboração do torcedor, mas cadê a humildade para postura como essa?
Essa gente precisa aprender a se comunicar com o torcedor. Lamentavelmente conselheiros entregaram cargos principais no clube a pessoas sem o devido entendimento de como funcionam as coisas do futebol.
Como Torrano é um estranho no ninho, alguém fora do cenário do futebol, o que esperar de diferente?
MAIS PREJUÍZOS
De fato as despesas em jogos da Ponte Preta são enormes.
Veja que contra o Botafogo o prejuízo atingiu R$ 41.155,60.
Do público de 2.046 pagantes e renda bruta de apenas R$ 49.390, as despesas atingiram R$ 90.545,60
E qual a perspectiva de público para a partida da noite desta terça-feira contra o Cuiabá, no Estádio Moisés Lucarelli?
Só restou a esse omisso Conselho Deliberativo da Ponte Preta aprovar a proposta de SAF e que, pelo menos nessas negociações, os cartolas abram os olhos para que o clube não seja passado pra trás.
SOBRE O JOGO?
O que citar sobre o jogo diante o Cuiabá, se esse time pontepretano é uma incógnita?
Como arriscar prognóstico para quem, vencendo o CRB por 2 a 0, permite uma virada para 4 a 2?
E quando se imagina que não vai suportar a pressão do Botafogo de Ribeirão Preto, mesmo em Campinas, consegue segurar o empate sem gols?
Problema nas laterais da Seleção Brasileira precisa ser resolvido
Com a lesão do lateral-direito Wesley, da Seleção Brasileira, contra o Egito, -inclusive já cortado -, houve quase que total falta de apoio dos laterais ao campo ofensivo.
É sabido que Danilo - que substituiu Wesley - já não tem força física para desempenhar o papel de ala.
E nem como zagueiro, pois a convocação dele é questionável, considerando-se que nem no Flamengo é titular.
Já o lateral-esquerdo Douglas Santos se limitou basicamente à marcação, numa clara amostragem que a vaga deveria ser cedida a Alex Sandro.
CASEMIRO
Também fica a dúvida se ainda cabe vaga de titular ao volante Casemiro.
Será que a inconstância de Vini Júnior recomendaria a fixação do garoto Endrick, embora agora adaptado a jogar por dentro?
Outra alternativa seria ocupar o lugar do centroavante Thiago.
Enfim, são situações que cabe ao mascador de chiclete Carlos Ancelotti, como treinador do selecionado, resolver.
A impressão do rendimento até então do grupo é de perspectiva de campanha aceitável na Copa do Mundo, que está batendo às portas.
Seleção Brasileira testa diferentes opões tática na vitória sobre o Egito
Essa vitória da Seleção Brasileira diante do Egito por 2 a 1, na noite deste sábado, nos Estados Unidos, pode ser observada por vários ângulos.
Em se tratando do último amistoso visando o ingresso na Copa do Mundo, ficou claro que o Brasil tem bola para no mínimo realizar campanha de razoável a aceitável.
Daí à projeção que terá condições de brigar pelo título seria um prognóstico arriscado.
OPÇÕES TÁTICAS
Pelo menos o treinador Carlo Ancelotti testou opções táticas diferentes, a começar por marcar sob pressão a saída de bola do adversário.
Ao persistir na sistemática até o início do segundo tempo, isso resultou em quatro 'roubadas' de bola, sendo que duas delas resultaram nos gols que determinaram a vitória.
Ainda durante o primeiro tempo, a compactação da equipe, aliada à rapida recomposição, serviu para fechar espaços do Egito, porém algumas hesitações individuais de zagueiros provocaram escapadas do adversário.
A cara do jogo durante o segundo tempo mudou bastante com troca de quase um time inteiro do Brasil.
Como o Egito teria que sair pro jogo em busca do empate, foi sintomático o recuo dos brasileiros, quando ficou claro o espaçamento deixado no meio de campo, e nem sempre com a devida retração de atacantes.
MARCAÇÃO ALTA
Viu-se durante o primeiro tempo um esquema de jogo ofensivo da Seleção Brasileira, com linhas avançadas do compartimento defensivo, marcação sob pressão na saída bola do Egito, e isso implicou em algumas roubadas delas.
Assim, logo aos sete minutos ocorreu desarme do volante Bruno Guimarães.
Em seguida, ele se projetou em direção à meta adversária e o chute rasteiro foi em direção do canto esquerdo.
Erro por erro, o zagueiro Marquinhos, da Seleção Brasileira, recuou mal a bola para o goleiro Alisson, e assim 'presenteou' o atacante Ziko, que finalizou rasteiro, no canto esquerdo, empatando a partida, aos dez minutos.
CHANCES PERDIDAS
Depois disso, a manutenção daquele estilo de marcação alta na saída de bola do Egito implicou em ganhar jogadas e outras quatro chances claras foram criadas para o Brasil desempatar a partida ainda no primeiro tempo.
Só que três delas os arremates foram em cima do goleiro Shobeir, que praticou defesas, com participações de Vini Júnior e o centroavante Thiago.
Depois, aos 41 minutos, na finalização de Thiago, a bola espirrada sobrou para Vini Júnior, com toque fraco que permitiu a um defensor adversário salvar a bola que entraria na rede.
GOLDE ENDRICK
O gol que serviu para garantir a vitória brasileira ocorreu logo aos sete minutos do segundo tempo.
Foi decorrente de uma roubada de bola de Raphinha, na tentativa do Egito sair de trás, ocasião que o cruzamento rasteiro foi ao encontro do atacante Endrick, que finalizou de primeira e colocou a bola no canto esquerdo alto do goleiro Shobeir.
Depois disso, apesar da maior posse de bola do Egito, a postura defensiva dos brasileiros não permitiu que criasse oportunidades.
No caso da desmontada Ponte Preta cabe uma SAF; para sub-20 não cabe hotel
Essa cartolada da Ponte Preta, que não pauta por transparência, foge de maneira descarada das devidas informações sobre repetidos atrasos de salários dos jogadores.
Pois agora reconhece de vez a incompetência, quando pede socorro a quem se dispuser criar uma SAF (Sociedade Anônima do Futebol) no clube.
Aí, agiu silenciosamente até o comunicado da proposta de SAF, com convocação dos conselheiros, através de edital publicado no jornal Estadão - e não em veículo de Campinas.
No comunicado, fica claro que membros em atraso não poderão participar da reunião, marcada para o próximo dia 17, a partir das 19h.
Se é que a SAF possa amenizar essa calamitosa situação financeira do clube, que venha e afaste de vez qualquer participante de decisão dessa cartolada.
DELEGAÇÃO DO SUB 20
Nem por isso precisam acrescentar mais críticas aos incompetentes dirigentes, por não terem escolhido hotel para delegação do sub 20, que viajou para Santos.
Fui repórter esportivo setorista dos clubes de Campinas nos anos 70 e 80 do século passado.
Logo, testemunhei que a categoria sub-20, que chamávamos de juniores, não pernoitava em hotéis, com raras exceções para distância como São José do Rio Preto.
Uma viagem de 190 quilômetros de Campinas a Santos - para jogo às 15h, como na derrota para Portuguesa Santista por 2 a 1, nesta sexta-feira, no Estádio Ulrico Mursa, em outros tempos a delegação saía de Campinas por volta das 9h.
Aí programava-se uma parada em pensão visando o almoço, para em seguida rumar com destino ao estádio. Logo, nada de anormal.
Falem dos desmandos administrativos-financeiros dessa cartolada da Ponte Preta, mas nesse caso específico não é preciso de exagero.
Receitas de bilheterias têm sido irrisórias para o Guarani
Semana longa, calendário de jogos espaçado nas Séries B e C do Brasileiro, então o jeito foi procurar assuntos que requeiram um pouco de atenção.
Tem entrado dinheiro curto de arrecadação para o Guarani nos cinco jogos realizados pela Série C, no Estádio Brinco de Ouro.
As despesas são enormes, algumas até desproporcionais.
Tirando por base o jogo daquele empate por 1 a 1 com o Itabaiana, o custo com equipe de apoio foi de R$ 5.200,80.
DESPESA DE ESTACIONAMENTO
Esquisito a tal despesa de estacionamento atingindo R$ 3.860, sem a devida especificação.
Só de emissão de ingressos foram pagos R$ 9.716.
Tem uma especificação de gasto com limpeza higienização e sanitização de R$ 3.750
Depois vem o arrecadador com R$ 994,80 e controlador de acesso R$ 5.680.
Entendeu?
Eu não.
MAIOR PÚBLICO: 5.698 PAGANTES
O registro de maior público foi no empate por 1 a 1 com o Itabaiana, com 5.698 pagantes.
A rigor, o único jogo com total líquido de maior receita, de R$ 43.689,39.
Na derrota diante do Ituano, sobraram apenas R 11.537,95, em partida de menor público, com 3.949 pessoas pagando ingressos.
Na relação dos citados cinco jogos, as despesas mínimas, de cada, superaram R$ 67 mil.
PREÇOS DOS INGRESSOS
Ingressos populares com localização abaixo do Tobogã, custam R$ 60.
O preço no Tobogã é de R$ 40, enquanto o torcedor paga R$ 20 para se acomodar nas cabeceiras.
QUANTO O CLUBE PAGA DE BICHO?
Quando foi executivo de futebol do Guarani, Farnei Coelho reivindicou e foi atendido na proposta de pagamento daquilo que batizou de 'bicho molhado' aos jogadores.
De certo persiste esse acional à boleirada, mas qual o valor, convencionando que a premiação permaneça batizada de 'bicho molhado'?
Que coloquem Eberlin e cia. fora da Ponte Preta, mas cadê o caminho para solução?
Está caindo no esquecimento o quanto o diretor de futebol da Ponte Preta pensa mais nele do que no clube.
Não nos esqueçamos que há 13 dias o polivalente Bryan Borges foi afastado do elenco, após áspera discussão com o cartolas, que cobrava pagamentos de salários.
Prevaleceu o orgulho de Eberlin e que se dane a Ponte Preta.
Se o clube estivesse em situação privilegiada ainda vai, mas mesmo estando nesta 'draga danada' prevalece a vaidade do incompetente dirigente.
Quando jogadores se recusam à programação de treinamentos, como ocorreu com o elenco da Ponte Preta nesta quarta-feira, o caso é grave e futuramente eles podem se recusar a entrar em campo em dia de jogo.
Problema é que cartolas de primeiro escalão da Ponte Preta não estão nem aí com as ameaças. Estão pagando pra ver, e que se dane a coletividade pontepretana.
Entramos os mês de junho e nada de pagamento dos salários dos jogadores da Ponte Preta.
Não entra dinheiro no clube? Se entra, para onde vai?
Seria pagamento de contas de forma inadiável?
Inadiável também é regularizarem os salários jogadores.
AINDA FICAM CALADOS
Quem deveria se pronunciar fica calado e não se toca que deve se mandar do clube.
A manifestação de torcedores com faixa 'Fora Eberlin' deve ser o início para pressionar omissos conselheiros, para que o clube seja passado a limpo.
Por que Marco Eberlin deixou um déficit de R$ 33 milhões no orçamento do clube, ano passado, quando era o presidente do clube? Como a Ponte Preta pode dever tanto se não paga quem trabalha no clube?
Isso precisa ser devidamente explicado.
É o caso de um detalhamento minucioso de como foi gasto o dinheiro que entrou no clube, ano passado.
Quanto pagou para atletas que integraram o elenco em 2025?
Além do desproporcional pagamento de salário de R$ 115 mil para o fraco lateral-direito Maguinho, quantos outros atletas receberam salários desproporcionais?
CAMINHOS ALTERNATIVOS
O 'Fora Eberlin' passaria a ganhar consistência se pontepretanos manifestarem caminhos alternativos para amenizar o dilema.
Se ficarem apenas neste grito e desejo de renúncia da atual diretoria, sem que mostrem alternativas, então que deixem Eberlin e companhia afundarem de vez o clube.
Que Eberlin é o grande culpado pelo atual situação, não resta a menor duvida. Está claro que ele é incompetente em assunto sobre futebol e de finanças, mas não adianta apenas responsabilizá-lo pelo desastre.
A Ponte Preta precisa de gente que aponte caminhos da solução, que saiba onde buscar o dinheiro indispensável.
Após o pobre rendimento da Ponte Preta, Édson Boaro disse estar 'muito feliz'
Depois de toda aquela intensidade ofensiva do Botafogo de Ribeirão Preto sobre a Ponte Preta, na noite de segunda feira; depois dele perder vários gols feitos, e o goleiro Diogo Silva salvar, o técnico interno pontepretano Édson Boaro desabafou: "Estou muito feliz". Feliz ou aliviado?
Ora, a todo momento aumentava o risco de a Ponte Preta sofrer gol. E se acontecesse, o que seria natural?
Além das claras limitações da equipe pontepretana, claro que a expulsão do atacante Diego Tavares também a prejudicou.
E não é que o interino fez questão de repetir que colocou em prática duas linhas de quatro, que remeteram a uma pergunta como essa, durante entrevista coletiva pós-jogo: 'de onde surgiu essa tática?'.
MANUTENÇÃO DE ÉLVIS
E o interino prosseguiu com justificativa inconvincente, como o motivo para a manutenção em campo do meia Élvis até o final da partida. “O motivo foi controle de bola para segurá-la um pouco mais, visando o passe para o Baianinho'.
Faz de conta que a gente também tenha enxergado tudo isso.
Baianinho deve ser lembrado pela obediência tática de recomposição e ter participado do lance polêmico da partida, no choque com adversário, que originou a reclamação de pênalti não marcado pela árbitra Edina Batista.
FALHAS DOS LATERAIS
Se não falaram por aí, o registro aqui é que o time da Ponte Preta foi mal escalado nas laterais.
Tanto o garoto Júlio como Danilo Barcelos foram facilmente envolvidos e, qualquer outra equipe com um pouco mais de capacidade teria liquidado a partida ainda no primeiro tempo.
O torcedor botafoguense, sim, está lamentando tantas chances reais de gols desperdiçadas.
Bastaria uma ou outra bola ter entrado - o que seria natural -, para o discurso ser outro, e de críticas.
E o nervoso atacante Luís Phelipe, ao ver a nulidade ofensiva de sua equipe, sem chances para tentar ajudá-la, reclamou acintosamente da arbitragem e cavou a própria expulsão.
Assim, vai desfalcar a sua equipe contra o Cuiabá, na terça- feira da semana que vem.
Treinador Rodrigo Santana comete um erro atrás do outro
Bastava a cartolada do Amazonas verificar o fraco trabalho do treinador Rodrigo Santana, na Ponte Preta, para se desconfiar, de imediato, que não seria bem-sucedido no comando da agremiação.
Sim, é inegável que o descontrole administrativo-financeiro da Ponte Preta contribuiu para queda de rendimento da equipe nesta Série B do Brasileiro.
Entretanto, uma avaliação criteriosa dos fatos serviria para a lógica constatação dos incontáveis erros cometidos pelo profissional, e mostrado com clareza nesse espaço.
Ratifiquei que, apesar da nulidade ofensiva da Ponte Preta, Luís Philipe não tinha camisa no time.
GAROTO MIGUEL
Reafirmei que o pouco tempo do garoto Miguel em campo havia sido melhor do que o titular Pottker.
As trocas sucessivas na lateral-direita, sem que definisse aquele que supostamente se ajustaria melhor à posição, também foi alvo de meus comentários.
Aí ele colocou o lateral-esquerdo Porfírio entre os titulares contra o CRB, sem diagnosticar o atual estágio físico do atleta, que nem na marcação - onde apresenta melhor desempenho - correspondeu.
Isso no quesito diagnóstico técnico-físico do atleta.
Quanto ao aspecto tático, viu-se raras incursões bem-sucedidas da equipe pontepretana pelos lados do campo.
Como justificar a desconcentração de zagueiros em bola aérea nas cobranças de faltas e escanteios
PEITO ABERTO
Por desconhecimento desse histórico do treinador na passagem pela Ponte Preta, cartolas do Amazonas 'engoliram' o argumento que a culpa da péssima campanha por aqui se restringia apenas a salários atrasados.
O retrospecto do Amazonas nos últimos quatro jogos, que antecederam o confronto com o Guarani, já era decepcionante.
Dos 12 pontos então em disputa, o clube havia conquistado apenas um.
Aí, Rodrigo Santana inventou de encarar o Guarani de 'peito aberto' - coisa que nem o Ituano fez -, e deixou o seu sistema defensivo vulnerável, resultando no clube ter sofrido maior goleada nos últimos oito anos.
Se até fisicamente o Amazonas já havia mostrado notória queda de rendimento, era prenúncio que deveria se precaver para evitar o pior.
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Empate cai do 'ceu' para a Ponte Preta; torcida pede 'fora Eberlin'
Enfim, a torcida da Ponte Preta fez aquilo que já foi feito neste espaço do blog, na noite desta segunda-feira, no Estádio Moisés Lucarelli, no empate sem gols diante do Botafogo de Ribeirão Preto.
Foi estendida uma faixa 'Fora Eberlin', além dos gritos pedindo a renúncia dele e do presidente Luiz Torrano, pela calamitosa situação financeira que o clube se encontra, com jogadores mais uma vez cobrando o pagamento de salários atrasados.
EXPULSÃO DE DIEGO TAVARES
Por mais paradoxo que pareça, não há como o pontepretano contestar esse empate, pela Série B do Brasileiro.
Considerando-se as claras limitações do seu time, observando-se que ficou com um homem a menos a partir dos 30 minutos do primeiro tempo - com a expulsão do atacante Diego Tavares -, convenhamos que ela ficou no lucro.
EQUÍVOCOS EM ESCOLHAS
Isso além de equívocos do treinador interino Edson Boaro, se é que não houve palpites na escalação da equipe.
Se a Ponte Preta está precisando de jogador força, o que tem a ganhar com a escalação de Danilo Barcelos na lateral esquerda, perdendo a maioria das jogadas?
E quando se aventurou ao ataque e deixou o setor descoberto, levou uma tremenda bronca do goleiro Diogo Silva.
O garoto Júlio, escalado na lateral-direita, também perdeu a maioria das jogadas no primeiro tempo. Depois, sejamos justos que melhorou.
Por que a insistência com o atacante David da Hora, se no banco havia a opção de Luís Phelipe, que sem entrar em campo acabou expulso por reclamação.
Pior ainda com a invenção de 'ressuscitar' Baianinho, que substituiu David da Hora, durante o segundo tempo.
E num jogo que cabia à Ponte Preta apenas se defender para evitar a derrota, por que a insistência com o meia Élvis - andando em campo - até o apito final?
BOTAFOGO DESPERDIA CHANCES
Apesar do intenso volume ofensivo do Botafogo na maior parte da partida, faltou pontaria nas finalizações, ou chegadas atrasadas de alguém para o arremate final.
Nas raras vezes que os chutes ou cabeceios tiveram direção do gol, ora houve bloqueio de defensores, ora o goleiro Diogo Silva apareceu com grande defesa, como aos 42 minutos do segundo tempo, na conclusão de Arthur Caike.
Coloque também na conta do botafoguense Zé Hugo que, aos 22 minutos da etapa final, cara a cara com a meta pontepretana, fez o impossível: chutar a bola à direita do gol, rente a trave.
Teve a cabeçada do centroavante Hygor, aos 30 minutos, com bola para fora.
LANCE POLÊMICO
O lance polêmico da partida ocorreu aos 45 minutos do segundo tempo.
Foi quando o zagueiro Palácio, da Ponte Preta, ganhou disputa no campo defensivo, e, ao partir ao ataque na velocidade, escapou da marcação de três contrários.
No chute, exigiu rebote do goleiro Victor Souza, na única defesa durante o jogo, ocasião que, na sobra, Baianinho levou a pior na disputa com adversário, com reclamações que teria sido empurrado dentro da área.
No entanto, a árbitra Edina Batista interpretou que não era lance de pênalti.
Com o empate a Ponte Preta sobe para oito pontos e iguala-se ao Londrina, mas perde no critério saldo de gols, e assim continua na penúltima colocação
O Guarani deu liga nesta Série C do Brasileiro, de forma que atropelou o Amazonas, ao goleá-lo por 5 a 0, na tarde/noite deste domingo, em Campinas.
O resultado o coloca com18 pontos e caracteriza méritos do treinador Élio Sizenando na estruturação da equipe.
Foi colocado em prática jogada ensaiada em cobrança de escanteio no primeiro pau, com testada do volante Willian Farias, logo aos seis minutos.
VELOCIDADE PELA DIREITA
Evidente que a vantagem no placar felicitou a sequência da partida, pois, conforme se previa, o Amazonas iria se expôs, oferecendo ao Guarani a opção de explorar velocidade em contra-ataques.
E usando principalmente incursões do atacante Guilherme Cachoeira pelo lado direito, nas costas do lateral Fabiano, começou a construção do segundo gol.
Bola rasteira cruzada da direita foi ao encontro do meia João Paulo, que finalizou encontrando o braço de Johnny Lucas, em pênalti bem marcado e convertido pelo próprio João Paulo, com bola rasteira, no canto esquerdo, aos 22 minutos.
MESMO RITMO
E com a mesma continuidade do ritmo da partida, sem que o Guarani corresse risco, em outro contra-ataque pela direita, e novamente bola rasteira com extensão até o segundo pau, apareceu o meio-campista Carlos Eduardo, livre de marcação, para empurrar a bola no canto direito e ampliar para 3 a 0 a vantagem bugrina, aos 39 minutos.
MAIS DOIS
Como o Guarani soube se resguardar depois disso, nos seus poucos vacilos defensivos, as finalizações foram bisonhas do fraco ataque amazonense.
Assim, trocando passes e ficando relativo período de posse de bola, o Guarani controlou o jogo, provavelmente sem prever que mais descuidos defensivos do Amazonas implicassem em ampliar ainda mais vantagem.
Foi quando Cachoeira recebeu passe livre de marcação pelo lado esquerdo, quase na entrada da área, com tempo de ajeitar a bola antes da finalização no canto alto esquerdo, aos 36 minutos.
E a terrível tarde/noite do Amazonas terminou com chute plenamente defensável de Hebert e falha do goleiro Renan, aos 43minutos.
EQUÍVOCOS DE RODRIGO SANTANA
Nesta clássica vitória bugrina, registro para erro crasso do fraco treinador estreante do Amazonas, Rodrigo Santana.
O equivocado profissional achou que seu clube teria competência para encarar o Guarani de peito aberto, em condição de igualmente, ao colocar em prática o esquema 4-3-3, sem as devidas recomposições de atacantes de beirada.
Não averiguou a clara nulidade de sua peça ofensiva, quando esporadicamente chances foram criadas, além de visíveis buracos no compartimento defensivo.
A falta de aceitável visão tática de Rodrigo Santana foi enumerada incontáveis vezes neste espaço, no comando da Ponte Preta.
Logo, questiona-se a falta de visão de dirigentes do Amazonas, que não tiveram a devida informação do profissional.
ÉLIO SIZENANDO
Por outro lado, tem-se que obrigatoriamente atribuir méritos ao treinador bugrino Élio Sizenando, para dar um nó tático em Rodrigo Santana.
Gols originados em lances de bola parada tem-se repetido no time bugrino e novamente com Willin Farias.
Aquelas jogadas em velocidade de Cachoeira pelo lado direito foram bem pensadas, principalmente com chegada bem ao fundo de campo e cruzamento rasteiro.
Dois gols foram originados nesta jogada.
O trabalho de recomposição do Guarani quase não oferece espaço para incursões do adversário.
Se antes havia incompreensão por parte da coletividade bugrina - apesar de alguma teimosia do profissional - agora ele dá a devida resposta.
Chutes de fora da área transformaram-se em arma do Guarani
Independentemente da estruturação tática do Guarani, com ajustes aqui e acolá, é preciso que haja reconhecimento que hoje a equipe finaliza ao gol adversário, de média longa distância, no mínimo o triplo comparativo à era antes do treinador Élio Sizenando.
Logo, não há como dissociar o ganho que a equipe obteve após achegada dele, nesse quesito.
Os treinos não são abertos à imprensa, mas jogadores só se encorajam a esse tipo de arremate com exigência do comandante e a necessária obediência.
VOLANTE CARLOS EDUARDO
Como o volante/meia Carlos Eduardo tem a aptidão para pegar bem na bola, mesclando força, efeito e direção, o Guarani foi beneficiado com dois gols dele nesse quesito
Além disso, nos arremates, ele tem provocado rebotes de goleiros adversários, sendo que em um dos casos houve aproveitamento do centroavante Maranhão, ao marcar gol contra o Maringá.
Na tarde deste domingo, em Campinas, quando o Guarani recepcionar o Amazonas, certamente esse expediente será repetido, e logicamente esta será uma das armas para que conquiste mais uma vitória nesta Série C do Brasileiro.
Lembrando que esta competição é disputada em turno único, visando classificação entre os oito melhores.
A competição já atinge a nona rodada e, nas disputas dos quadrangulares, os dois melhores vão garantir acesso à Serie B do Brasileiro.
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Aniversariante Linfurc coloca os 'sessentões' em campo
Neste 29 de maio, aniversário de 27 anos da Linfurc (Liga Independente de Futebol da Região de Campinas), cabe lembrar o quão importante foi me juntar a parceiros como o sargento Pereira (Estoril), José Carlos Bueno (Carrá do Cambuí) e Natão de Barão Geraldo, todos falecidos, para a criação da entidade.
O principal propósito era organizar competições para prolongar as 'carreiras' dos velhinhos de clubes amadores de futebol, e assim expandir a faixa etária acima de 50 anos de idade, e posteriormente 55.
O bem-sucedido modelo nos motivou a inovar competições aos acima dos 60 anos de idade, quando mal prognosticávamos uma iniciativa exclusiva, pelo menos em território paulista.
Claro que tudo isso com responsabilidade e resguardando plena saúde dos envolvidos.
ADEMIR DA GUIA E PARANÁ
Pois vejam que hoje a faixa etária já foi extendida para 63 anos - o sexagenário -, e uma vez por ano a entidade realiza promoção de jogo amistoso festivo para os 'setentões', eventos que já contaram com as participações de ex-profissionais como o meia Ademir da Guia e ponteiro-esquerdo Paraná.
A Linfurc já mostrava singularidade em 1999, quando da realização de seu primeiro campeonato.
JUIZ DA CASA
Foi quando determinou a responsabilidade de o clube mandante escalar árbitros em seus jogos.
Como assim?
Exatamente. Arbitragem sem quaisquer custo aos clubes. Seria basicamente uma extensão de partidas amistosas, para testar a identidade de representantes da casa.
A proposta visava romper a malandragem do mandante, então viciado com pressão sobre arbitragem.
Por mais paradoxo que pareça, essa proposta inovadora e arriscada foi bem-sucedida.
PUNIÇÃO RIGOROSA A AGRESSORES
Apesar disso, nos anos subsequentes foi organizado um quadro de árbitros independentes, com exposição no regulamento que, caso fossem agredidos, o autor seria automaticamente eliminado da competição.
Convencionando-se a reincidência do agressor, a pena de suspensão atingia o período de três anos e só houve registro de um caso.
QUEBRAR PRECONCEITO
Coube a Linfurc a quebra de um tabu preconceituoso de clubes da Apesec e grêmios industriais, que não se misturavam aos demais.
O planejamento exitoso foi colocar todos no mesmo 'barco', assim como uma extensão de participantes de clubes de várias cidades nas proximidades de Campinas, estendendo-se de Louveira a Monte Alegre do Sul, passando pelos vizinhos Valinhos, Indaiatuba, Monte Mor, Sumaré, Hortolândia, etc.
Élio Sizenando já procura dar uma cara ao Guarani
Na plataforma de comentários do Blog do Ari, no linck https://blogdoari.futebolinterior.com.br/, teve bugrino me cobrando quando avisei que o Volta Redonda poderia oferecer alguma residência, embora havia deixado claro que o setor ofensivo dele era inoperante.
Aí o Guarani coloca em prática a cobrada aplicação, torna-se preponderante na partida, e me cobram porque havia citado que enfrentaria resistência do adversário.
Quem viu o Volta Redonda contra o Paysando observou claramente que foi muito mais competitivo do que diante do Guarani.
Como cada jogo tem a sua história, neste o Guarani foi mais aplicado do que o Volta Redonda, sem que isso representasse uma atuação destacada.
ÉLIO SIZANANDO SURPREENDE
Quando o treinador Élio Sizenando montou a equipe do Guarani com três zagueiros diante do Volta Redonda, a percepção inicial seria de excesso de cuidados defensivos.
Todavia, ficou claro qual a intenção dele ao colocar em prática o seu plano de jogo.
Ele usou Rafael Rodrigues como suposto terceiro zagueiro quando o Guarani era atacado, pois havia um plano de jogo para empurrar o adversário para os lados de campo, e assim optar por cruzamentos.
Logo, além de Rafael Rodrigues, a sua equipe conta com o grandalhão Rafael Donato para o jogo aéreo, e foi soberana nesta insistência de bolas cruzadas.
Com o Guarani de posse de bola, Rafael Rodrigues se adiantava e se transformava num segundo volante.
Assim, o treinador conseguiu compactar a equipe, ao adiantar as linhas defensivas e, consequentemente, fechar bem aqueles espaços outrora deixados no meio de campo, que o adversário explorava.
Claro que os devidos recuos do meia João Paulo, na combatividade, também serviram para acrescentar.
LIBERDADE AOS LATERAIS
Com essa formatação, os laterais tiveram mais liberdade para avanços ofensivos, e consequentemente a bola chegou mais vezes nas proximidades de área adversária.
Apesar do rendimento aquém do previsto do Volta Redonda, claro que seria precipitada avaliação conclusiva da nova estratégia colocada em prática pelo Guarani, mas é prenúncio de que seja um caminho adequado.
O que por ora falta acrescentar?
CADÊ O CABECEADOR?
Se é que haverá continuidade dos excessivos cruzamentos do time bugrino, é preciso a descoberta do cabeceador, o que não é o caso do centroavante Lucca.
Não dispondo do jogador adequado à função, por que não procurar no elenco alguém com capacidade de dribles por dentro, visando infiltrações na defesa adversária?
Quem seria a opção?
Não sugira o meia João Paulo, que perdeu bastante dessa característica que utilizava no passado.
Por que não a experiência para as tais incursões por dentro através do rápido Hebert? Não custa tentar.
COBRADOR DE FALTAS
Na hipótese dele sofrer seguidas faltas nas proximidades da área adversária, por que não a 'descoberta' do cobrador, com insistência nos treinamentos, e espera de relativo aproveitamento?
Só pra lembrar: na década de 90 do século passado, no comando do São Paulo, o saudoso treinador Tele Santana convenceu o ex-meia Raí para exaustivos treinamentos nas tais cobranças.
Ele topou e se transformou num exemplo como cobrador de faltas.
VINTE ANOS SEM TELÊ
Ao citar Telê Santana, cabe lembrar que o próximo 21 de abril vai marcar o vigésimo ano da morte dele.
Logo recapitulo um pouco da história dele no áudio gravado e localizado no botão no linck desta plataforma https://blogdoari.futebolinterior.com.br/ .
Nem pra pensar na venda da camisa 'Ponte campeã da Série C'!
A interação do Blog do Ari com parceiros internautas, através do link https://blogdoari.futebolinterior.com.br/, resulta um pouco de tudo.
E você que gosta de 'palpitar' e ainda não se ligou para incorporar o nosso 'time', o convite está feito.
Dá mesma forma que surgem apelações entre rivais do futebol de Campinas, algumas posições 'sem pé e sem cabeça', felizmente a maioria contribui com posições reflexivas.
Dêem uma espiada nesta 'pérola' do parceiros José Ricardo, que serve de 'puxão de orelha' nos homens do setor de comunicação da Ponte Preta.
CADÊ O MARKETING?
Ele comenda sobre a ausência de um marketing atuante, mais agressivo e inteligente no clube. Vejam!
“Até hoje não lançaram uma camisa, com custo acessível, para comemorar o título da Série C”, desabafa.
Exatamente!
Eis aí uma boa possibilidade de arrecadação, pois qual pontepretano não gostaria de guardar como lembrança um título que entrou na história do clube.
Pior é que a boleirada nem sabe quando vai receber o atrasado e nenhuma alma viva dentro do Estádio Moisés Lucarelli foi capaz de ter uma excelente ideia como esta do parceiro José Ricardo.
Então, em vez do agora vice-presidente Marco Eberlin aparecer com bravatas, ficar só transferindo culpa aos outros, que cobre atuações de quem presta serviço ao clube.
Se existe um outro argumento misterioso desconhecemos.
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