Osvaldo, ex-Ponte Preta, ainda joga com a 'velharada'




Futebol é coisa prazerosa para atleta profissional na ativa. No encerramento da carreira, a maioria aproveita o tempo junto à família, embora alguns migrem às funções de treinador ou membros de comissões técnica. Também têm aqueles que participam de 'peladas' com amigos, de vez em quando.

O barbarense Osvaldo Luiz Vital, centroavante com afinidade para enfrentar goleiros nos tempos de Ponte Preta, Grêmio (RS), Santos e Coritiba, décadas passadas, vai bem além de meras 'peladas'. Como 'fominha por bola confesso', todo final de semana ainda pode ser visto em gramados de Santa Bárbara d'Oeste e região, vinculado em clube amador, através de liga que organiza campeonatos na faixa etária dos 'sessentões', visto que atingiu 65 anos de idade em janeiro passado.

Se a Ponte Preta foi o clube que o projetou para o cenário nacional, em meados da década de 80 do século passado, o auge da carreira foi atingido no Grêmio, a partir de 1982. Curioso é que um ano antes, na segunda partida válida pela fase semifinal do Brasileirão, no Estádio Olímpico, marcou o gol da vitória dos pontepretanos, fato que despertou ainda mais interesse do clube gaúcho para contratá-lo.

Apesar da derrota, o Grêmio ainda foi finalista da competição, e o jogo marcou recorde de púbico no Estádio Olímpico, com 85.721 pagantes. Computando-se os não pagantes, o registro subiu para 98.499 pessoas, quando a Ponte Preta contou com essa formação: Carlos; Edson Abobrão, Juninho, Nenê Santana e Odirlei; Zé Mário, Humberto e Celso; Osvaldo, Lola e Serginho. Na ocasião, ela ficou sem o meia Dicá e o treinador Jair Picerni substituído pelo preparador físico Lino Fachini.

No Grêmio, Osvaldo mostrou o acerto da contratação, como típico atacante oportunista que enfrenta goleiros com incrível facilidade, diferentemente da boleirada de hoje se apavora na 'hora agá' da conclusão. Ele tinha convicção que a bola, ao ser chutada, muito provavelmente ofereceria situação de perigo contra a meta adversária. Isso explica ter sido artilheiro da Libertadores de 1983 com seis gols, em 12 jogos.

Quatro anos depois passou pelo Santos, ainda vestiu a camisa do Coritiba e reservou o encerramento da carreira na Ponte Preta, em 1992, onde tudo começou no final dos anos 70, após a comissão técnica do infantil do Guarani não tê-lo aproveitado.



Pintado até tentou, enquanto o experiente Nelsinho ficou devendo no dérbi campineiro





A coluna Memórias do Futebol está atualizada com áudio sobre o ex-volante e ex-treinador Dudu, que morreu no último dia 28. Ele não foi craque, como alguns afirmam, mas teve uma carreira com eficiência no Palmeiras, nas décadas de 60 e 70 do século passado.

Para acessá-la, assim como colocar o seu comentário sobre o dérbi campineiro, clique no link https://blogdoari.futebolinterior.com.br/ .

TUDO IGUAL

Neste empate por 1 a 1 no dérbi campineiro, na noite deste domingo, a discussão vai bem além da simplista definição de que o Guarani foi melhor no primeiro tempo e houve registro de supremacia da Ponte Preta após o intervalo.

O treinador Pintado, do Guarani, criou clima de intensidade e transpiração para os seus jogadores, e isso foi colocado em prática com maior volume ofensivo de sua equipe durante aquele período.

Entretanto, tem-se que considerar que o gol bugrino foi fruto de tremendo descuido da Ponte Preta, que se atirou ao ataque, desguarnecendo por completo o setor defensivo, tanto que o volante Matheus Bueno acabou lançado nas costas do lateral Igor Inocêncio, novamente deslocado pelo lado esquerdo, e o complemento da jogada era certo, na saída do goleiro Pedro Rocha, independentemente do toque final do meia Luan Dias, aos 26 minutos.

MAPA DA MINA

Quando o 'melão' passou a rolar, faltou ao treinador Pintado a constatação que o 'mapa da mina' a ser explorado seria nas laterais da Ponte Preta.

Ora, além da instabilidade de Igor Inocêncio na marcação, improvisado novamente na lateral-esquerda, com ausência do titular Gabriel Risso, e a improvisação do lento zagueiro Édson na lateral-direita recomendava a fixação do atacante bugrino Airton por ali, como caminho mais fácil para penetração na defensiva pontepretana.

De qualquer forma, Pintado transportou aos seus jogadores a cobrada confiança para construção do placar mais dilatado, para que pudesse ser administrado no segundo tempo, quando, pelo desgaste natural, haveria redução de intensidade.

JOÃO VICTOR

Não bastasse isso, a infantilidade do atacante João Victor com entrada maldosa sobre Igor Inocêncio, atingindo o calcanhar do adversário, colocou a perder a força do Guarani a partir dos 13 minutos do segundo tempo, pois o lance resultou no segundo cartão amarelo, e por extensão, o vermelho.

Isso fez o Guarani se encolher, oferecer espaços para que a Ponte Preta controlasse o jogo, porém sem a intensidade esperada pelo seu torcedor, como se o empate fosse resultado aceitável, mesmo atuando o restante da partida em vantagem numérica de jogadores.

ÉLVIS

Quero crer que o treinador Nelsinho Baptista não tenha se influenciado por clamores de torcedores e segmentos da mídia que consideravam como certo o retorno ao time do meia Élvis.

Aí dirão que o cruzamento na cobrança de escanteio para que o centroavante Jeh testasse e chegasse ao gol de empate, aos nove minutos do segundo tempo, teria saído de levantamento de bola através do meia.

Ora, Jeh subiu sozinho. O zagueiro Bacelar perdeu o tempo de bola e o pontepretano - que tem se sobressaído no cabeceio - testou de forma indefensável para o goleiro bugrino Vladimir.

Convenhamos que pela intensidade cobrada em um dérbi não há espaço para escalação de Élvis, cujo estilo se restringe a lances de bola parada e uma ou outra tentativa de lançamento.

Se a Ponte Preta estava arrumada do meio de campo pra frente contra o Ceará, com recomposição do meia Dodô e dois atacantes de beirada - Iago Dias e Matheus Régis - pra que mudar?

Sim, alguns dirão que Matheus Régis pouco acrescentou após ter entrado aos 31 minutos do segundo tempo, no lugar de Iago Dias, mas isso ocorreu quando o Guarani estava plantado defensivamente, e só ameaçou em lance de contra-ataque puxado por Luccas Paraizo, com interceptação providencial de Lucas Bochecha, quando o jogador bugrino já engatilhava a finalização.

Foi desconsiderada a instabilidade do lateral-esquerdo bugrino Yuji, que poderia ter sido explorada com Régis em campo desde o início da partida.

BOCHECHA

A rigor, outro equívoco do experiente treinador Nelsinho foi detectar apenas aos 20 minutos do segundo tempo que a improvisação de Lucas Buchecha na lateral-direita seria mais vantajosa do que a escalação do desengonçado Édson por ali.

Assim, nas vezes que a Ponte Preta ameaçou a meta bugrina, méritos para individualidade de seus jogadores, como após o drible desconcertante de Jeh sobre o zagueiro Léo Santos, ocasião que o goleiro Vladimir praticou a defesa, e cabeçada do volante Castro.

PIOR PARA O GUARANI

Se pelo empenho e ter deixado impressão melhor do que partidas anteriores seriam ingredientes para acender a chama favoravelmente ao Guarani, visando recuperação nas partidas subsequentes desta Série B do Brasileiro, os números mostraram que continua na lanterna, agora com seis pontos, restando seis rodadas para complemento do turno.

E o seu próximo desafio será no domingo que vem, a partir das 18h30, quando vai receber o Sport Recife, que briga no pelotão de cima da competição.





Em jogo de pobreza técnica contra o CRB, o Guarani conseguiu ser pior




No linguajar popular, o CRB só precisou jogar um 'tostãozinho' para vencer o irregular Guarani por 1 a 0, na tarde/noite deste sábado, em Maceió (AL).

Que pobreza técnica deste jogo, embora o time alagoano tenha algumas individualidades, como os meio-campistas Falcão e Gegê, lateral-direito Hereda e atacante Léo Pereira.

Jogo marcado por alto índice de erros de passes, truncado e sem a devida intensidade cobrada na disputa desta Série B do Campeonato Brasileiro.

O Guarani, com o estreante treinador Pintado, entrou na partida com a clara proposta de se resguardar e, ao recuperar a posse de bola, tentar se organizar em contra-ataques.

Só que não conseguia se articular quer através de meio-campistas, quer pelos laterais.

Os exagerados passes longos 'presenteavam' o CRB, que fez opção de não acelerar as jogadas ofensivas, com receio de perda de bola, e assim provocar buracos para o Guarani tentar ligar contra-ataques.

De prático favorável ao CRB, foi usar mais o lado direito do campo, com seguidos avanços de seu lateral-direito Hereda, e assim explorar a fragilidade de marcação no lado esquerdo defensivo do Guarani, através de Vinícius.

FALHA

Como a partida transcorria em 'banho Maria', como se a boleirada tivesse saboreado uma feijoada horas antes dela, mais uma falha da defensiva bugrina propiciou que o time alagoano chegasse ao gol.

Em bola cruzada pelo atacante Léo Pereira, pela esquerda, era natural se esperar interceptação do goleiro bugrino Vladimir, que apenas ficou olhando, transferindo responsabilidade para o zagueiro Léo Santos e lateral Vinícius, porém ambos permitiram que Gegê, livre de marcação, cabeceasse e marcasse o gol de sua equipe, aos 29 minutos.

Acreditem: naquele período, o desorganizado Guarani só rondou a área adversária quando Léo Santos, após cobrança de escanteio, tocou de coxa na bola, sem direção; e depois, em jogada individual de seu atacante Airton, na finalização a bola passou perto do poste direito do goleiro Matheus Albino.

CRB RECUA

Para sustentar a vantagem, o CRB optou por abaixar as suas linhas, e assim ofereceu campo para que o Guarani tivesse mais posse de bola, porém sem objetividade.

Assim, prevaleceu o sistema de marcação do mandante, reforçado com as alterações feitas pelo treinador Daniel Paulista.

Já pelos lados do Guarani, irremediavelmente o treinador Pintado fez as substituições possíveis, além da perda do lesionado lateral Heitor ainda no primeiro tempo, mas todas inúteis.

Em determinado momento, o Guarani ficou com quatro atacantes no gramado, sem que a bola chegasse qualificada no setor.

Aí, como o Guarani deixou a 'meiúca' desguarnecida - principalmente após a saída do volante Anderson Leite - o CRB soube aproveitar o espaço naquele setor do campo, voltou a controlar o jogo, sem que isso indicasse ameaçar a meta do goleiro Vladimir.





Nelsinho Baptista pode ensinar os 'macetes' da lateral-direita a Igor Inocêncio




Tem postagem nova na coluna Cadê Você, com abordagens de ex-jogadores de Ponte Preta e Guarani.

O personagem em foco é o ex-centrovante Monga, símbolo da garra com a camisa pontepretana.

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É visível que o lateral-direito Igor Inocêncio, da Ponte Preta, não tem correspondido às expectativas no aspecto técnico, embora reconheça-se o esforço físico dele.

Problema é que entra e sai treinador no clube e o atleta tem a preferência entre os titulares, ignorando-se defeitos que precisam ser corrigidos.

O técnico Nelsinho Baptista até 'ensaiou' sacá-lo da equipe, na chegada à Ponte Preta, com a improvisação do volante Dudu Vieira na posição, mas na sequência desistiu.

APRIMORAMENTO

O atleta comete erros não corrigíveis desde as categorias de base, mas nunca é tarde para o processo de aprimoramento, com muita conversa e repetições de treinamentos, e que seja entre os reservas.

Nelsinho Baptista é recomendadíssimo no processo de correção ao seu subordinado, pois foi reconhecidamente um lateral-direito de qualidade.

Se na marcação Igor Inocêncio demonstra claras deficiências, por vezes sem o devido tempo de bola na tentativa de desarme, a reconhecida competência do professor neste quesito pode ser fundamental para transmitir os 'macetes' visando à eficiência, pois raramente era 'batido' ao enfrentar hábeis atacantes de beirada.

Evidente que a hipótese de assimilação depende bastante do interesse do atleta.

MIRANDA

Miranda, ex-lateral-esquerdo do Guarani nos anos 70, foi um ponteiro-direito de origem, mas devidamente adaptado à lateral.

Inicialmente ele teve dificuldade na marcação. Todavia, com determinação para assimilar os ensinamentos de como 'lidar' com hábeis ponteiros, correspondeu plenamente.

Nelsinho não foi um lateral de primeira qualidade no apoio ao ataque, mas tinha sabedoria para fazer aquilo que seria possível, e a experiência pode ser igualmente repassada ao seu jogador, que precisa aprimorar os cruzamentos quando se aproxima da área adversária.

Certamente Igor Inocêncio está situado entre aqueles atletas da Ponte Preta que mais provocam recuo de bola, muitas vezes desnecessariamente.

Geralmente isso ocorre com atletas com receio do desarme.

Aí, ele precisa ter critério de avaliação sobre a possibilidade de arrancar com a bola, desvencilhando-se da marcação, ou a opção do passe.

CAFU

Décadas passadas, foram incontáveis os exemplos de atletas com algum tipo de deficiência técnica corrigível parcialmente e até integralmente, devido à perseverança nos trabalhos de treinadores.

O ex-lateral-direito Cafu, do São Paulo, exagerava em erros de cruzamentos, com bola em direção do 'terceiro pau', até que o saudoso treinador Telê Santana apostou na possibilidade de correção.

Como?

Exaustivos treinamentos até o anoitecer, após o término da programação normal dos integrantes do elenco são-paulino, foi o 'santo remédio'.

Enfim, como a Ponte Preta contratou um treinador com 'rodagem' na bola, tanto o caso de Igor Inocêncio como outros atletas, a lógica indica os devidos ajustes ao longo da competição.





Monga, símbolo da raça pontepretana




No marcante acesso da Ponte Preta à Série A1 do Campeonato Paulista - a elite estadual - em 1989, a torcida se orgulhava do centroavante Gilberto Manoel de Almeida, conhecido apenas como Monga, autor de dez gols naquela campanha.

Pouco interessava se ele matasse a bola de canela. O espírito guerreiro compensava a falta de habilidade. Assim, representava a essência do torcedor pontepretano, que cobra atletas para suarem a camisa centenária.

Diferentemente da era do saudoso Djair, Manfrini, Adilton e principalmente Rui Rei, durante as décadas de 60 e 70, Monga foi aquele centroavante trombador, que dividia espaços com zagueiros, e se prevalecia pela compleição física avantajada, nas disputas de jogadas.

LATERAL-ESQUERDO

Sabe-se lá quem botou na cabeça dele que poderia prosperar no futebol profissional como lateral-esquerdo. Ainda bem que após estágio na posição no Santo André, descobriram no Palmeirinha de São João da Boa Vista que um ‘tratorzão’ capaz de rachar a bola com zagueiros teria que obrigatoriamente jogar mais perto da meta adversária.

Quem ganhou com isso foi a Ponte Preta em 1988, ao contratá-lo.

TAQUARITINGA

Dos gols marcados na Ponte Preta, o mais significativo foi na vitória sobre o Taquaritinga, pela semifinal da A2 de 1989.

Ao dominar a bola 'quebrada' pelo então goleiro João Brigatti, ele escapou de um adversário na velocidade, e encobriu o goleiro que tentava interceptá-la.

No jogo de volta, em Campinas, na vitória consagradora da Ponte Preta por 3 a 1, ele abriu o placar diante de cerca de 20 mil torcedores.

O time da época contava com João Brigatti; Roberto Teixeira, Júnior, Tuca e Carlinhos Engenheiro; Sílvio, Tonho e Jorge Mendonça; Zé Carlos, Vagner e Ernani.

Na disputa pelo título, a Ponte foi suplantada pelo Ituano, mas a camisa ensopada de suor de Monga o fez um ídolo no clube até 1996, quando se transferiu ao futebol português, mas retornou no ano seguinte, com passagens por Ferroviária, Operário (MT), Canoas (RS) e outra vez a Ponte Preta, no biênio 1996/97.

SUB15 E ESCOLINHA

Monga ainda trabalhou como técnico do time Sub15 da Ponte.

Depois, retomou companhia com o ex-goleiro João Brigatti - hoje treinador - quando dividiram o comando de uma escolinha de futebol para crianças e adolescentes.

As aulas eram ministradas em mini campo alugado defronte a uma das unidades da Receita Federal de Campinas, no bairro Parque Itália.

Ele ganhou gosto pela política e, em 2012, como candidato a vereador em Campinas, pelo PSB (Partido Social Brasileiro), quando obteve 770 votos.

Entrosado naquele meio, passou a integrar a equipe de instrutores da Secretaria de Esportes da Prefeitura de Campinas, onde atua até hoje.

APELIDO

O apelido foi referência à ‘Monga - a mulher gorila’, atração de sucesso em parques de diversões, logicamente não dissociado até hoje.

Em março passado ele completou 59 anos de idade. 




Lesões atrapalham estratégia da Ponte Preta e a consequência foi a derrota



Vitória incontestável do Botafogo sobre a Ponte Preta por 2 a 0, na noite desta quarta-feira, em Ribeirão Preto, com gols marcados no segundo tempo.

Perda de jogadores por lesões ainda no primeiro tempo. Atuação apagadíssima do meia Élvis. Pior ainda a performance do atacante Matheus Régis, que o substituiu, além de limitações de jogadores como o lateral-direito Igor Inocêncio e Guilherme Beléa, que entrou no segundo tempo, resultaram em atuação aquém do esperado da equipe pontepretana.

GABRIEL RISSO

No início do primeiro tempo, a Ponte Preta tomou mais iniciativa, principalmente usando avanços do lateral-esquerdo Gabriel Risso.

Todavia, a obrigatoriedade de seu treinador Nelsinho Baptista fazer duas forçadas substituições, ainda durante o primeiro tempo, permitiu que o Botafogo equilibrasse a partida, usando velocidade na projeção ao ataque, sem que isso implicasse em oportunidades de gols criadas naquele período.

O atacante Renato cedeu o lugar para Iago Dias, que não manteve o mesmo rendimento, enquanto o volante Dudu Vieira substituiu Émerson Santos, que levou a pior num choque de cabeça contra um adversário.

A rigor, antes do intervalo, a Ponte Preta ameaçou em apenas duas jogadas.

Primeiro, em tentativa individual do centroavante Jeh que, ao levar vantagem sobre o zagueiro Lucas Dias, finalizou para fora.

Depois, quando Renato arriscou chute de fora da área e exigiu defesa do goleiro João Carlos.

ESTRATÉGIAS DOS TREINADORES

As intenções dos treinadores Nelsinho Baptista e Paulo Gomes, de Ponte Preta e Botafogo, respectivamente, foram as melhores possíveis para o início do segundo tempo.

Além da falta de mobilidade, o meia Élvis errava a maioria das jogadas. Logo, teoricamente foi bem pensada a entrada de Matheus Régis, com a finalidade de a Ponte Preta pressionar o adversário na saída de bola e criar chances.

Fora do imaginário foi a lesão de Gabriel Risso, substituído por Zé Mário, que não repetiu as mesmas incursões.

Já o atento Paulo Gomes teve percepção que para segurar os avanços de Risso o recomendável seria trocar de lado o veloz Emerson Negueba, como fórmula de brecar jogadas protagonizadas pela Ponte pelo lado esquerdo.

Gomes não contava que Negueba mostrasse desgaste físico e aí teve que trocá-lo por Toró, que deu velocidade pelo setor e posteriormente fez revezamento de lado com Douglas Baggio.

Pesou favoravelmente ao Botafogo ter chegado ao gol aos nove minutos do segundo tempo, quando em rápida troca de passes no ataque, Gustavo Buchecha serviu Alex Sandro, que na finalização exigiu rebote do goleiro pontepretano Pedro Rocha.

Como o volante Matheus Barbosa acompanhava a jogada, mandou a bola para as redes.

RETRAIR

Foi o bastante para que o Botafogo retraísse, com opção de usar velocidade nos contra-ataques.

A Ponte Preta, embora com mais posse de bola, só criou uma chance real para empatar quando Jeh serviu Matheus Régis em boas condições, mas o chute não teve direção do gol.

Já o Botafogo criou três chances para ampliar a vantagem e aproveitou uma delas, quando Toró fez jogada pessoal e, após rebote do goleiro Pedro Rocha, serviu o lateral-esquerdo Patrick Brey, em perfeita finalização, aos 45 minutos.

Antes disso, duas jogadas consecutivas de perigo da equipe mandante: primeiro quando Matheus Barbosa arrancou com a bola, foi se livrando de marcadores, até que, após o chute, Pedro Rocha praticasse a defesa.

Aí, na cobrança de escanteio, Matheus Costa, do Botafogo, acertou o travessão da meta pontepretana, em cabeceio.

JEH

Mais uma vez o centroavante Jeh precisa ser advertido por entrada violenta e desnecessária no campo ofensivo sobre um adversário.

São lances que se repetem durante transcorrer de partidas, sem que o atleta tenha preocupação em se corrigir. 






De apoio às vaias; depois aplausos e xingamento. É o torcedor bugrino



Vai entender esse troço chamado futebol, no empate por 3 a 3 entre Guarani e Ituano, na noite desta terça-feira, em Campinas!

Os diferentes comportamentos da torcida bugrina foram um capítulo à parte.

Das arquibancadas e sociais, inicialmente a ordem era transportar vibração para os jogadores.

Aí silenciaram quando o Ituano abriu o placar aos 42 minutos do primeiro tempo, quando o atacante Tonny Anderson vislumbrou o seu parceiro Vinícius Paiva que fechava por dentro, serviu-lhe com preciso passe nas costas dos zagueiros bugrinos Léo Santos e Douglas Bacelar, para complemento de jogada com sucesso, em chute fraco e a bola ainda desviando no goleiro Vladimir, antes de entrar mansamente no canto direito.

VAIAS E COBRANÇAS

Quando o Ituano ampliou a vantagem para 2 a 0, aos 11 minutos do segundo tempo, ouviu-se um coro 'ensurdecedor' de vaias e cobranças aos jogadores bugrinos,

Era um gesto dos torcedores que não aceitavam aquilo que viam.

No lance do segundo gol do Ituano, em contra-ataque que começou com Vinícius Paiva pela esquerda, Miquéias foi servido na direita, e fez o cruzamento rasteiro para o meia Yan Rolim, livre de marcação na pequena área, apenas empurrar a bola às redes.

A apesar da disposição da boleirada bugrina para reverter a diferença, persistia a impaciência dos torcedores, até que jogada individual do centroavante Caio Dantas, livrando-se de adversários e concluindo contra o canto direito do goleiro Jefferson Paulino, aos 29 minutos do segundo tempo, provocou mudança de comportamento daquele cenário.

Aquelas vaias foram transformadas novamente em aplausos, e assim a equipe foi empurrada ao empate, que ocorreu aos 38 minutos, novamente através de Caio Dantas, batendo de primeira na bola um cruzamento vindo do lado direito do campo.

ALÍVIO?

Aquele momentâneo 2 a 2 foi fez o bugrino puxar o fôlego de alívio, sobre aquilo que parecia perdido.

A partir dali, a crença pela virada de placar já era evidente para torcedores do Guarani.

Alívio? Como ficar aliviado se aos 42 minutos do segundo tempo o centroavante Salatiel, do Ituano, que havia substituído Thonny Anderson, driblou como quis o lateral-direito Heitor e zagueiro Douglas Bacelar, finalizou, a bola ainda desviou no zagueiro Léo Santos e Vinícius Paiva foi o último a tocar para o Ituano, recolocando-o novamente à frente do placar: 3 a 2.

HEITOR

Haja coração, dizia o ex-narrador Galvão Bueno.

Quando voltava a desconfiança do bugrino, que já dava tudo como perdido, eis que no desdobramento de cobrança de escanteio para o Guarani, a bola caiu no pé direito de Heitor, que raramente acerta nas finalizações. Todavia, no minuto segundo após a sua equipe sofrer o terceiro gol, ele estufou as redes adversária com chute forte e certeiro no canto esquerdo do goleiro Jefferson Paulino: 3 a 3.

CORRERIA E FALHAS

Este empate reflete com clareza aquilo que Guarani e Ituano têm a mostrar aos seus torcedores: muita correria e pouca competência.

Avaliação precipitada do treinador interino do Guarani Marcelo Cordeiro ao recorrer à escalação do lateral-esquerdo Vinícius Kauê, nervoso e errando a maioria dos lances.

O momento ainda não é propício para se rebuscar jogadores recém-saídos da base, como o atacante Rafael Freitas, que desperdiçou a única oportunidade do Guarani durante o primeiro tempo, quando chutou a bola em cima do goleio Jefferson Paulino.

A bem da verdade, durante o segundo tempo, chances reais criadas pelo Guarani foram convertidas através de Caio Dantas, enquanto o Ituano, além dos citados gols, ameaçou apenas mais uma vez, quando Tonny Anderson exigiu defesa do goleiro Vladimir.

ERROS

De duas equipes extremamente limitadas, com erros de passes, precipitações em jogadas, chutões desnecessários e finalizações sem rumo, salvou-se a disposição dos jogadores na busca do resultado, que, no frigir dos ovos, pode não servir na luta desesperada de ambos na tentativa de fuga da zona de rebaixamento.

Aquele Ituano que veio a Campinas de peito aberto durante o primeiro tempo, para atacar e construir o resultado, se acovardou após o intervalo, cedeu espaço para que o Guarani tivesse maior volume ofensivo, e pelo desenho do jogo, pode-se dizer que o empate se ajustou àquilo que ambos fizeram.






Guarani tem perda maior que o Ituano com os desfalques




Dois dos atletas de melhor rendimento da equipe do Guarani diante do Avaí serão desfalques na noite desta terça-feira, contra o Ituano, a partir das 19h.

Justamente após o atacante Airton usar a velocidade para puxar jogadas de contra-ataques, diante do Avaí, vai fica de fora, e provavelmente não tenha substituto à altura.

O volante Matheus Bueno de sexta-feira passada fez lembrar aquele jogador que formou dupla com Matheus Barbosa, e agora também cumpre suspensão automática.

Ele, que vinha errando passes seguidamente, de repente surpreendeu de forma positiva contra o Avaí.

E, quando abria-se perspectiva de readquirir confiança, tem que ficar de fora.

Nos lugares do atacante João Victor e meia-atacante Marlon, aqueles que forem indicados para substitui-los, jogando ou na reserva, a tendência é de pouca alteração.

ITUANO 'REFORÇADO'

Calma! Pode-se dizer que o Ituano estará reforçado porque quis o destino que o seu treinador Alberto Valentim não precisará insistir na escalação do irregular lateral-direito Léo Duarte, suspenso.

Ele representou uma 'avenida' explorada pelo venezuelano Esli, atacante de beirada do Paysandu, sábado passado.

Então, conteste veículos de comunicação que, em desconexão com a realidade, citarem que Léo Duarte vai desfalcar o Ituano.

Para o bugrino, ótimo seria se ele jogasse, pois atacantes de sua equipe, de qualidade inferior a Esli, teriam chances de explorar a deficiência de Léo Duarte na marcação.

Também não vai jogar na equipe de Itu o zagueiro Wálber, igualmente suspenso, que, a exemplo de Claudinho, tem recebido críticas da imprensa daquela cidade.

ÚLTIMO E PENÚLTIMO

É voz corrente que se o Guarani repetir o rendimento mostrado contra o Avaí são claras as chances de alcançar a vitória.

Sim, mas a perda de dois dos principais jogadores naquela partida cria clima de suspense se os substitutos terão atuações satisfatórias.

Seja como for, o Guarani precisa urgentemente iniciar o processo de recuperação nesta Série B do Brasileiro.

Hoje, ao ocupar a lanterna com míseros quatro pontos, retrospecto de seis gols marcados e 17 sofridos, a certeza é que não vai sair do Z4 mesmo que seja vencedor nesta terça-feira.

Já o Ituano, penúltimo colocado com seis pontos, conta com um compartimento defensivo que sofreu 22 gols.







Como se comportam os próximos adversários de Guarani e Ponte Preta?




Se o Ituano será o próximo adversário do Guarani, na noite de terça-feira, em Campinas, é óbvio que o seu treinador interino Marcelo Cordeiro fez questão de rever o jogo que esse adversário perdeu para o Paysandu por 5 a 3, no sábado, em Itu.

Como o desafio da Ponte Preta será o Botafogo, quarta-feira à noite, em Ribeirão Preto, evidente que o seu treinador Nelsinho Baptista ficou atento ao jogo em que ele derrotou o Vila Nova por 1 a 0, na manhã/tarde deste domingo, também em Ribeirão.

E aí, o que vem pela frente?

GUARANI

Na lanterna do Brasileiro da Série B, com quatro pontos, o certo é que o Guarani não vai sair do Z4 na próxima rodada, mesmo que vença o Ituano.

É que o Brusque subiu para nove pontos ao vencer o Ceará por 1 a 0, enquanto o Botafogo, ao estabelecer o mesmo placar diante do Vila Nova, subiu para dez pontos.

E como explorar um Ituano que, em seus domínios, sofreu cinco gols do Paysandu, na derrota por 5 a 3?

Ora, se o seu treinador Hélio dos Anjos interpretou corretamente que deveria atacar, com chegada à área adversária com quatro e cinco jogadores para definições de jogadas, teoricamente essa seria a receita bugrina diante de um Ituano que sofreu 22 gols na competição.

A mídia de Itu criticou duramente a dupla de zaga formada por Wálber e Claudinho, mas o 'mapa da mina' é o lateral-direito Léo Duarte, que individualmente leva desvantagem em duelos com atacantes de beiradas, assim como não sabe fechar adequadamente para marcar por dentro nas bolas cruzadas.

PONTE PRETA

Pontepretanos que se dispuseram acompanhar a vitória do Botafogo sobre o Vila Nova dirão, com razão, que é jogo que dá pra encarar, na quarta-feira.

Em última análise, são equipes que se equivalem.

Neste jogo contra os goianos, os zagueiros botafoguenses Fábio Sanches e Lucas Dias salvaram gols em cima da risca fatal.

Ora, se o Vila Nova, equipe apenas razoável, incomodou o Botafogo, que optou por se defender no segundo tempo, para sustentar a vantagem, por que a Ponte Preta também não pode incomodá-lo?

O que se requer cuidado é com contra-ataque em velocidade que ele coloca em prática.

ERICK PULGA

No futebol tem coisas de difícil compreensão.

No jogo em que Brusque venceu o Ceará, ainda no primeiro tempo o lateral-esquerdo Luiz Henrique, do time catarinense, deixou o gramado contundido e substituído pelo atacante Paulinho Moccelin.

Foi quando o treinador do Brusque, Luizinho Vieira, providenciou rodízio de volantes pelo setor.

Ora, que 'prato cheio' para Wagner Mancini, treinador do Ceará, deslocar Erick Pulga, encaixotado na esquerda, para o lado direito de seu ataque, mas nada disso foi feito.

Vieira, mais atento nos 15 minutos finais, fez a correta previsão que o Ceará passaria a alçar bola contra a área do Brusque, e aí trocou o volante Rodolfo Potiguar pelo zagueiro Ianson, 1,87m de altura, para interceptar bola aérea.

 

 

 

 


Ponte Preta aproveita expulsão de atleta do Novorizontino para sair vencedora




Antes da produção do texto da vitória da Ponte Preta sobre o Novorizontino por 1 a 0, na tarde/noite em Campinas, neste sábado, dei uma espiada na seção de comentários no link

https://blogdoari.futebolinterior.com.br/, e aí a constatação da providencial observação feita pelo internauta pontepretano Ric: 'Como diz o profeta, o importante são os três pontos na cachola”.

E acrescento: vitória justa, incontestável, e nem foi preciso a Ponte Preta colocar em prática um futebol marcado pela eficiência.

EXPULSÃO

É que aos 22 minutos do primeiro tempo, o Novorizontino ficou com um homem a menos devido à expulsão do zagueiro Patrick, que de forma improcedente e violenta atingiu o rosto do lateral-direito Igor Inocêncio, da Ponte Preta, com a ponta da chuteira.

Foi necessária a intervenção do VAR para que o árbitro Kleber Ariel Gonçalves da Silva fosse rever o lance e trocar o cartão amarelo, mostrado anteriormente, pelo vermelho.

Logo, o fato de o Novorizontino não pautar por esquema defensivo e tentar levar o jogo na base do mano a mano, ofereceu à Ponte Preta os devidos espaços para que mostrasse contundência ofensiva, o que não ocorreu.

Na prática, enumere apenas três chances reais criadas pela equipe pontepretana, uma delas convertida pelo atacante Gabriel Novaes, aos 33 minutos do primeiro tempo, quando ganhou disputa de cabeça e testou de forma indefensável, no canto esquerdo do goleiro Jordi, após cruzamento de Gabriel Risso.

ÉLVIS E INOCÊNCIO

As outras duas chances ficaram para finalizações do meia Élvis e lateral-direito Igor Inocência, para defesas do goleiro Jordi.

O primeiro lance ocorreu ainda no primeiro tempo. O segundo, na outra etapa, quando a bola chegou no pé de Igor Inocêncio, após receber passe de volante Ramon, mas registro para erro no chute e facilidade para defesa do goleiro adversário.

Afora isso, bola rondando sim a meta do Novorizontino, porém interceptada na maioria das vezes por seus defensores.

MATHEUS RÉGIS E NOVAES

Até metade do segundo tempo, por contar com um homem a mais, a Ponte Preta teve mais posse de bola, conseguiu rodá-la de um lado ao outro do gramado, mas sem capacidade de criação.

Motivos: desta vez o futebol do atacante Matheus Régis esteve apagado, enquanto o seu parceiro de ataque Gabriel Novaes, já desgastado fisicamente, só deixou o campo aos 31 minutos do segundo tempo.

Além disso, conforme esperado, o aspecto físico pesa contra Élvis, que permaneceu em campo até o final da partida.

Em decorrência disso, o Novorizontino passou a ficar mais tempo com posse de bola, mas sem contundência ofensiva, apesar das tentativas de substituições feitas pelo treinador Eduardo Baptista.

AJUSTES

De prático, na Ponte Preta, observou-se o sistema defensivo mais ajustado, tanto que o goleiro Pedro Rocha não foi obrigado a praticar uma defesa sequer que merecesse registro.

Agora vê-se o lateral-esquerdo Gabriel Risso readquirindo confiança no apoio ao ataque, e a movimentação de Gabriel Novaes fazendo a diagonal da esquerda por dentro e preocupando defensores adversários. Por isso isso deixou o gramado visivelmente desgastado.

Uma oportunidade para se avaliar o processo de afirmação da Ponte Preta será na próxima quarta-feira, a partir das 21h, contra o Botafogo, em Ribeirão Preto.







Na melhor atuação do ano, Guarani perde de virada para o Avaí




Bendita hora que Nenê Prata cravou o imortal bordão que 'futebol é uma caixinha de surpresa'.

Embora tenha sido derrotado pelo Avaí por 3 a 2, de virada, foi uma surpresa o desempenho do time bugrino na noite desta sexta-feira, em Florianópolis.

Se rebuscarmos até as performances da equipe desde o início do ano, de certo nada se compara àquilo demostrado em Florianópolis, neste jogo.

Depreende-se disso tudo que se o Guarani mantiver a mesma postura demonstrada contra o Avaí, ao longo desta Série B do Brasileiro, muito provavelmente pode escapar dessa situação enroscada de zona do rebaixamento.

QUEIMEI A LÍNGUA

Cabe-me reconhecer que queimei literalmente a língua. Desacreditei quando o meia bugrino Bruno Oliveira anunciou que a sua equipe teria postura ofensiva contra o Avaí, e na prática ele surpreendentemente teve razão.

Cá pra nós: depois de rendimentos melancólicos na competição, quem, em sã consciência, poderia supor um Guarani determinado, reduzindo consideravelmente erros de passes, e por vezes mostrado até autoridade na partida?

Poderia até me respaldar em minhas convicções que a alternativa mais viável para o Guarani seria se resguardar, para não oferecer espaços ao adversário, como ocorreram no segundo e terceiro gols.

Não. Prefiro reconhecer que certo estava o treinador interino Marcelo Cordeiro, do Guarani, quando transmitiu confiança aos seus jogadores que, uma suposta vitória seria possível se o time se encorajasse na busca ao ataque e dos gols.

A rigor, placar favorável ao Guarani foi construído durante o primeiro tempo, por 2 a 1, mas futebol tem os seus senões que vamos discutir na sequência.

CARTÕES AMARELOS

O Guarani entrou tão ligado na partida que, ao picotar o jogo ou catimbar, cinco de seus jogadores receberam cartões amarelos ainda durante o primeiro tempo.

Como o time bugrino estava convicto que o Avaí se mandaria ao ataque - como faz enquanto mandante de jogos - soube usar velocidade em investidas ofensivas.

Foi em arrancada com bola do atacante Airton, por dentro, que o seu parceiro João Victor acabou servido, finalizou, e Airton, que acompanhava o desdobramento da jogada, aproveitou o rebote do goleiro César Augusto para marcar, logo aos dez minutos.

AVAÍ ACORDOU

Aí o Avaí 'acordou' para o jogo e, em dois lances consecutivos, ameaçou a meta bugrina.

Se os seus atacantes Hygor e Garcez, exigiram defesa do goleiro bugrino Vladimir, dois minutos depois - aos 19 - o volante Zé Ricardo, do time catarinense, como se fosse atacante de beirada, fez jogada de fundo, cruzou e encontrou Hygor no segundo pau para finalizar e empatar.

Como o Guarani manteve postura ofensiva, soube explorar bola perdida pelo zagueiro Jonathan, roubada pelo centroavante Caio Dantas, que prosseguiu na jogada, sofreu pênalti, que ele mesmo converteu, com chute no meio do gol, aos 27 minutos: Guarani 2 a 1.

VIRADA

Logo aos três minutos do segundo tempo, como o Guarani tinha posse de bola e já buscava o campo ofensivo, o passe errado do lateral Heitor - improvisado do lado esquerdo - serviu para 'presentear' o meia Giovanni, do Avaí, que colocou seu parceiro Hygor em condição de marcar, após o lançamento: 2 a 2.

O Guarani sofreu o impacto do empate naquela altura e já não contava com as arrancadas de Airton, visivelmente cansado, e com demora para substituí-lo por Reinaldo, sem que o time tirasse vantagem na alteração, aos 24 minutos.

Como houve predomínio territorial do Avaí até a metade do segundo tempo, foi o período em que ele explorou mais uma vez a zaga bugrina desguarnecida, na bola lançada para Hygor, que sofreu pênalti indiscutível em empurrão do zagueiro Pedro Henrique, só assinalado pelo árbitro Bruno Correia após lance revisado pelo VAR.

A partida ficou paralisada durante cinco minutos e o pênalti foi convertido pelo meia João Paulo, aos 17 minutos, com bola chutada no canto esquerdo.

POTTKER

Depois disso, houve queda de rendimento do Avaí, com desgaste de jogadores e troca por outros de qualidade inferior.

Até o atacante Pottker, que chutou bola na trave, aos 48 minutos, em cobrança de falta, nem de longe mostrou aquele atacante perigoso, e ainda provocou justa expulsão logo em seguida.

Como a preocupação do Avaí, na fase derradeira da partida era sustentar a vantagem, o Guarani teve volume de jogo ofensivo, sem que isso fosse revertido em chances de gols.

LANTERNA

Assim, apesar da atuação até acima das expectativas, esse tropeço do Guarani resulta no incrível registro de cinco derrotas e um empate nos últimos seis jogos.

Reflexo disso é a permanência na lanterna desta Série B do Campeonato Brasileiro, com apenas quatro pontos, o que reforça a obrigatoriedade de vitória ao recepcionar o Ituano na próxima terça-feira, a partir das 19h.

E mesmo que vença, ainda não será o suficiente para sair da zona de rebaixamento.

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